Cortar gordura ou carboidrato: qual vai te emagrecer mais?

Eliminar totalmente os nutrientes da dieta pode ser prejudicial à saúde. Nutricionista explica como eles podem ser mantidos no cardápio
Por Redação
(Thinkstock)
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Cortar carboidratos ou gorduras é moda entre quem quer perder peso. Segundo pregam as dietas que pedem pela eliminação total desses nutrientes, eles poderiam sabotar qualquer regime e impediriam de emagrecer. Mas, afinal, será que isso é verdade? E se for preciso cortar um deles para conseguir secar, qual é melhor abandonar?

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Cortar nutrientes da dieta faz emagrecer?

Segundo a consultora de nutrição, Camila Prata, da empresa de pesquisa de produtos orgânicos e integrais, Phosther Algamar, excluir algum nutriente 100% não faz bem para o organismo: “Por um tempo essa atitude pode ajudar a emagrecer, mas a pessoa vai acabar perdendo nutrientes importantes, perdendo saúde”.

O ideal é fazer uma dieta equilibrada, que não elimine integralmente nem a gordura e nem o carboidrato. “Existem vertentes que falam que cortar o carboidrato é fundamental, mas na verdade é preciso fazer um cardápio equilibrado. Não adianta cortar ou um outro, mas controlar a qualidade da gordura: tirar as que fazem mal e priorizar os bons carboidratos e retirar os simples”, pontua a profissional.

Como tirar o carboidrato e a gordura de forma correta

O ideal é substituir os carboidratos simples pelos complexos, como os alimentos integrais.

A nutricionista recomenda que é preciso cortar apenas alguns tipos de gordura, como a saturada e a trans, que fazem mal para o organismo e aumentam o colesterol. “De cortar estas gordurar você já tem um bom resultado na perda de gordura corporal”, ressalta. Ao mesmo tempo, é preciso dar preferência para as gorduras insaturadas, que são boas para o corpo.

Quanto ao carboidrato, a recomendação é a mesma: eliminar os simples, ricos em açúcar, como o pão branco, os doces e a farinha refinada, e substituí-los pelos grãos integrais, frutas, alimentos ricos em fibras e de baixo índice glicêmico, que controlam os níveis de insulina e açúcar no sangue, ajudando no processo de emagrecimento.

O que é melhor para você?

“Depende de cada um, mas o melhor é uma alimentação equilibrada. Por isso é fundamental procurar ajuda de um nutricionista, pelas quantidades e tipos de alimentos, porque cada pessoa tem um organismo diferente”, reforça Camila. Ela ainda afirma que se algumas pessoas, como aquelas que têm a doença celíaca fizerem dietas prontas, por conta própria, podem ter o efeito inverso. Ao invés de se perder peso pode-se desenvolver processo um inflamatório no organismo.

Faz mal eliminar totalmente esses alimentos?

Alimentos oleaginosos são exemplos de gorduras boas que podem (e devem!) ser consumidas na dieta

De acordo com a especialista, faz mal cortar todos os carboidratos, porque são fonte de vitaminas do complexo B, muito importantes para o organismo. Normalmente se faz a substituição do carboidrato por outro item, como a proteína, muitas vezes de origem animal.

Camila explica que essa troca pode aumentar o colesterol e a gordura de origem animal no corpo: “A gordura também é fonte de energia, mas a energia que vem mais rápido é o carboidrato, a gordura demora mais”. Ao eliminar o alimento os efeitos podem ser notados rapidamente: “Você se sente fraco, não consegue raciocinar e a memória começa a falhar, porque o carboidrato é combustível para o cérebro” detalha.

Quanto às gorduras, também pode ser prejudicial eliminá-las completamente. “A gente tem vitaminas lipossolúveis, que só são absorvidas na presença de gorduras, como as Vitaminas D, A, E e K. Elas precisam de gordura para serem metabolizadas”, finaliza.

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