Falta de tempo não é desculpa para a má alimentação

Se você não pensa assim, está na hora de rever seus hábitos e tomar cuidado para não ficar doente!Da Redação   A correria do dia-a-dia, os compromissos profissionais, as tarefas de casa ou até mesmo a academia não podem ser desculpas para você não se alimentar direito. E isso pode ser um perigo para a sua saúde. [...]
Por Redação

Se você não pensa assim, está na hora de rever seus hábitos e tomar cuidado para não ficar doente!Da Redação

 

A correria do dia-a-dia, os compromissos profissionais, as tarefas de casa ou até mesmo a academia não podem ser desculpas para você não se alimentar direito. E isso pode ser um perigo para a sua saúde. "O estômago está preparado para receber refeições fracionadas e não passar muito tempo em jejum. Quebrar o galho com lanches rápidos e calóricos faz mal, principalmente quando se torna rotina. A pessoa se acomoda e o organismo se adapta a esta situação, o que leva à dificuldade na correção de erros alimentares", explica Viviane Chaer Borges, nutricionista do GANEP - Grupo de Nutrição Humana.

 

E a regra vale até para aquele dia de correria que (excepcionalmente) você vai comer ‘qualquer coisa’. Lembre-se que os alimentos são aliados essenciais na produção da energia necessária para cumprir suas atividades e para garantir qualidade de vida.

 

Normalmente, o trabalho, os estudos e outras atividades interferem de forma mais contundente nos hábitos alimentares de adolescentes e adultos novos. Já a maioria dos idosos dosa melhor as refeições – até porque tem mais tempo.

 

Agora, se sua vida é agitada e você não mantém a disciplina com a desculpa do tempo, faça pelo menos três refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar antes de dormir.

 

Café da manhã: comece o dia se alimentando bem

Se você não sente fome pela manhã é porque comeu muito bem à noite (e mal durante o dia inteiro) e está saciado. A fome geralmente aparece com toda a força entre 9h e 10h. e você, não raramente, recorre a biscoitos recheados, coxinhas e empadinhas, entre outros, para enganar o estômago? Comer barra de cereais ou uma fruta em substituição à primeira refeição do dia também não é suficiente. Embora nutritivos, não saciam a fome completamente.

 

A falta do café da manhã abaixa as taxas de glicose do organismo, afetando a concentração, causando fadiga e indisposição. Com uma boa refeição, a pessoa consegue ser mais produtiva e ter rendimento melhor até o horário do almoço. "Primeiro, é importante que se faça o desjejum. Depois que este hábito estiver instalado, priorize a qualidade deste. O ideal é incluir uma fonte de cada nutriente", pondera a nutricionista.

 

Mesmo com pouco tempo para se dedicar ao café da manhã, Viviane sugere comer uma fatia de pão integral com margarina light e um copo de leite desnatado com café ou chocolate. Para quem não toma leite, pode substituí-lo por queijo branco. Outra opção rápida é uma vitamina de frutas com leite desnatado e aveia ou granola com frutas e iogurte desnatado.

 

Do almoço ao jantar: fuja do jejum

De forma alguma pule uma dessas duas refeições. Se precisar e for esporadicamente, então adie por um pouco de tempo. "Pare e almoce no horário que for possível. Se não houver alternativa, opte por iogurte com frutas. Juntos, eles fornecem cálcio, proteínas e fibras, além da sensação de saciedade. Sanduíche com pão integral, rico em fibras, e queijo, com suas proteínas, é uma boa pedida também. Já a famosa bolacha de água e sal não é uma boa recomendação, pois tem uma absorção rápida no organismo e não alimenta", comenta.

 

E se você pulou o almoço, na hora do jantar vai comer pelas duas refeições. E isso é fato, afinal, não conseguiu matar a sua fome direito. Resultado: estresse pela falta e/ou pelo excesso de alimentos. Em conseqüência, o sono fica prejudicado, já que o corpo tem de trabalhar dobrado para metabolizar tudo o que foi ingerido. Isso sem falar dos problemas intestinais, como diarréia ou obstipação. Aliás, as conseqüências da alimentação desregrada são o sobrepeso e tudo que o acompanha: aumento da glicemia, dos níveis de triglicérides e do colesterol.

 

O estômago produz diariamente ácido clorídrico, que tem papel fundamental na digestão dos alimentos. Na ausência de alimentos, esta produção é acentuada, podendo levar a problemas gástricos, como a gastrite. Outras conseqüências da falta de alimentação são a constipação intestinal, as dores de cabeça e a tontura. "A disciplina alimentar é fundamental. É compreensível quando situações corriqueiras interferem eventualmente nas refeições, mas não permita que isso se torne uma rotina" finaliza a nutricionista.

Fotos: Símbolo Press

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