O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer acelerar a chegada dos homens à Marte e anunciou um investimento de US$ 19,5 bilhões (cerca de R$ 60 milhões) para a Nasa. Para isso, promulgou uma lei (S. 442) que, segundo Trump, “reafirma nosso compromisso nacional com a missão central da Nasa: exploração do espaço e ciência e tecnologia espaciais”.
Foi o primeiro repasse bilionário para a agência espacial em 7 anos. Com isso, Trump e sua equipe esperam que o homem possa finalmente chegar ao planeta vermelho até 2033.
Honored to sign S.442 today. With this legislation, we support @NASA's scientists, engineers, and astronauts in their pursuit of discovery! pic.twitter.com/9W37qQ0GVf
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) March 21, 2017
“Honrado em assinar a S. 442 hoje. Com esta legislação, nós apoiamos os cientistas, engenheiros e astronautas da Nasa em busca de suas descobertas!”
Exploração de Marte
A agência espacial norte-americana encerrou os voos de suas naves espaciais em 2011. Na época, a Nasa disse que queria concentrar esforços em enviar astronautas para além do que consideram “órbita terrestre baixa”, que inclui a Lua, a visita a algum asteroide e até mesmo Marte.
Para pesquisas no planeta vermelho, por exemplo, a Nasa contava com a Rússia para levar seus astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS).
No momento, empresas como SpaceX e Boeing têm se esforçado para criar suas próprias naves para levar humanos à Marte.
Até o fechamento desta matéria, a Nasa ainda não havia detalhado como pretende investir esse montante, nem se vai reativar o programa de ônibus espacial.
Empresas do setor comercial e privado vão usar essas facilidades [da Nasa], e eu espero que eles nos paguem muito dinheiro, porque eles vão fazer grandes progressos”, disse Trump.
Cortes em programa de ciência
Apesar do amplo investimento, muitos cientistas norte-americanos estão preocupados com os cortes que a administração e Trump têm feito em outras agências científicas. O projeto Earth, da Nasa, por exemplo, sofreu alguns desses cortes. Trump justificou dizendo que a agência espacial deveria se concentrar no espaço, não na Terra.
Membros da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS na sigla em inglês) criticaram o orçamento proposto pelo novo presidente, alegando que o baixo valor pode “paralisar a ciência e a tecnologia”.
Em 16 de março o Congresso americano anunciou uma redução de quase US$ 6 bilhões dos cerca de USS$ 30 bilhões que a pasta de ciência recebe do governo – um corte de 20%, que afeta tanto pesquisas científicas quanto médicas.
“Investimentos em pesquisa e desenvolvimento federal fazem contribuições significativas para o crescimento econômico e ao bem-estar público”, disse a equipe de cientistas em comunicado. Setores de energia e de pesquisas oceânicas e atmosféricas são os mais afetados por esse corte, segundo levantamento da AAAS.
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