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Brasileiro é escolhido como fotógrafo astronômico do ano; veja foto vencedora

Publicado 22 Set 2016 – 02:00 PM EDT | Atualizado 20 Mar 2018 – 12:57 PM EDT
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O astrofotógrafo Carlos Fairbairn, 33 anos, venceu o concurso de Fotógrafo Astronômico do Ano 2016, organizado pelo Observatório Real de Greenwich. Esta foi a primeira vez que ele mandou uma imagem para concorrer ao prêmio de concursos nesta área, que tem se dedicado há dois anos.

Antes, Carlos fazia fotografias diurnas por hobby, mas, depois de ter ido a campo pela primeira vez no ano passado, passou a olhar para o céu e registrar galáxias, estrelas e nebulosas coloridas. Estes fenômenos celestes viraram o objeto de seu olhar que, com a tecnologia de captação de imagens cada vez mais avançada, consegue nos aproximar ainda mais daquilo que parece tão distante.

Carlos conversou com a equipe do Vix por e-mail e falou sobre sua foto vencedora e seu interesse por astrofotografia. Abaixo, confira a entrevista e uma galeria com 7 fotos captadas pelo astrofotógrafo

Concurso de astrofotografia: veja foto vencedora

A foto que ganhou o concurso é da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia que orbita a Via Láctea. Segundo o astrofotógrafo, quatro equipamentos foram fundamentais para registrar a imagem: uma Câmera Canon 5D, lente Canon de 200mm, montagem equatorial e tripé fixo.

A foto foi tirada em Luziânia, Goiás, no Encontro Observacional do Clube de Astronomia de Brasília, em 2015. Este foi o primeiro evento astronômico que Carlos participou e fez o clique da galáxia, que está a 14 mil anos-luz da Terra.

“O céu onde fiz a imagem era excelente, completamente livre de qualquer fonte de poluição luminosa. O campo visual gerado por uma lente dessas é excelente para captar a Grande Nuvem de Magalhães. O objeto fica com um ótimo tamanho no quadro da imagem, o que gerou um resultado final muito positivo”.

O concurso escolheu as melhores fotos em várias categorias. Carlos venceu a categoria de "Prêmio Especial de melhor iniciante", chamada de ‘Sir Patrick Moore Best Newcomer’. (Você pode ver todas as fotos vencedoras no site do concurso).  

Equipamento necessários

No ano passado, Carlos comprou um equipamento chamado montagem equatorial portátil. Este suporte se alinha exatamente ao eixo polar terrestre e também permite que se façam exposições mais longas, já que ele segue o movimento de rotação da Terra. É este formato que possibilita o registro de fenômenos celestes pela astrofotografia.

Ele nos explica a diferença de uma fotografia comum para uma realizada com esta tecnologia.

“Imagine uma câmera fotográfica em um tripé que não se move. Se tentarmos fazer fotos de longas exposições com esta câmera, as estrelas não serão pontos, mais sim traços”, explica. “Já a montagem equatorial acompanha o movimento de rotação terrestre. A câmera fotográfica é instalada em cima desse eixo rotativo da montagem equatorial e, para qualquer local da abóboda celeste que eu aponte a câmera, a montagem equatorial anulará a rotação aparente celeste”.

Fotografar o céu “é algo mágico”, diz astrofotógrafo

A observação astronômica atrai tanto pesquisadores quanto curiosos, fascinados pelas maravilhas que não são possíveis de se ver a olho nu, mas que, agora, podem ser fotografadas. Este mesmo fascínio despertou em Carlos a vontade de buscar lugares escuros e livres de poluição luminosa para produzir as fotos celestes.

“Cada objeto ou fenômeno que fotografo cria um grande estímulo ao aprendizado. Poder fazer imagens de galáxias com milhões de anos-luz de distância, nebulosas coloridas, fenômenos cósmicos e aprender sobre cada um deles é algo mágico”, disse ao Vix.

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