Crise no mercado imobiliário americano. Você não agüenta mais falar nisso? Nem eu! Mas como o que nos interessa são os investimentos financeiros, não dá para deixar o assunto de lado.
As bolsas estão muito voláteis. Nessa semana já teve dia de cair 3%, de subir 3% e de cair 5%. O mercado de juros também está alterado. Não tem como esse momento passar despercebido porque ele afeta nossas aplicações.
Quando investimos em ações, devemos ter em mente que em algum momento um prejuízo pode ocorrer. A estratégia é diversificar ou investir em fundos
E por que falar de novo sobre o assunto? Porque temos muitas lições a tirar dessa crise financeira. Como disse Alan Greenspan, ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, para o Financial Times, essa crise pode ser considerada a mais violenta desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Os investidores estão com a confiança abalada e quebra de um banco já aconteceu. De um banco não, do quinto maior banco de investimentos americano, o Bear Stearns. Um banco cuja sede apenas localizada na Madison Avenue, em Nova York, era avaliada em um bilhão e meio de dólares foi vendido por menos de 250 milhões. Suas ações acumulam perda de 66% desde o começo do ano.
Quais as lições a tirar com essa triste história?
Primeiro que é preciso estar ciente e aceitar os riscos do mercado para aplicar o dinheiro. Às vezes, mesmo os investimentos conservadores podem nos surpreender. Quem diria que um banco desse porte iria quebrar? Nunca vender um imóvel ou automóvel para investir num único ativo.
Também não devemos concentrar nossos investimentos em poucas empresas. Quando investimos em ações, devemos ter em mente que em algum momento um prejuízo pode ocorrer. A estratégia é diversificar ou investir em fundos.
Limitar as perdas em 20% talvez não tivesse funcionado aqui, já que as ações caíram 47% num único dia. Mas imaginem se tivéssemos ações do Bear Stearns: perderíamos 66% da parte que estava investida nesse banco, mas os outros investimentos poderiam compensar ou pelo menos minimizar essa perda.
E a pergunta do momento é a seguinte: podemos confiar no banco do outro lado da rua? Se os modelos de previsão econômica não foram capazes de antecipar essa crise financeira, nós também não seremos capazes de responder a essa pergunta.
Faço das palavras de Greenspan minhas palavras: “Nunca conseguiremos antecipar as descontinuidades dos mercados financeiros. As descontinuidades são necessariamente uma surpresa”.





