Se, por um lado, a internet pode parecer terra sem lei e ser usada para disseminar ódio e intolerância, ela também funciona como ferramenta positiva para denunciar abusos, promover debates e até mesmo permitir que as pessoas reflitam sobre diversos conceitos e preconceitos que acumularam durante a vida sem sequer perceber. Relembre as hashtags que movimentaram a web em 2015 que permitiram crescimento pessoal com lições aprendidas que jamais devemos esquecer:
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#IssoNãoMeDefine: famosas e anônimas compartilharam a ideia na internet para fazer parte de um movimento que faz com que as pessoas se aceitem mais e vivam de uma forma positiva, sem ficarem presas a estereótipos e conceitos estabelecidos pela sociedade. Saiba mais.

#MeuAmigoSecreto: surgiu como proposta para que as mulheres dessem relatos sobre uma situação desagradável que viveu ou presenciou com um homem de forma anônima e indireta, trocando o nome do sujeito pela hashtag. As publicações chamaram a atenção e levantaram debate sobre um problema ainda muito grave na sociedade: o machismo. Saiba mais.
#MeDeixa: da escolha da roupa ao tipo de parto, todas as decisões das mulheres devem ser respeitadas. Esse é o tema principal da campanha que contou com anônimas e famosas que ainda questionou “as brasileiras são donas dos seus próprios corpos?”. Saiba mais.
#SomosTodosMaju: a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, foi a inspiradora da hashtag após sofrer diversas ofensas raciais na internet. Apesar de ganhar espaço na web e até mesmo no “Jornal Nacional”, o tema, infelizmente, ainda se repetiu com Tais Araújo, Cris Vianna e Sheron Menezzes. Os crimes estão sendo investigados, mas ainda deixa claro que a intolerância racial ainda é muito presente no país. Saiba mais.
#seráqueéracismo: outra campanha que ajudou a jogar luz sobre o preconceito racial no Brasil. Criada após a morte de cinco jovens negros no Rio de Janeiro, executados com mais de 100 tiros por policiais, a hashtag tem como proposta fazer com que os internautas compartilhem experiências e relatos envolvendo racismo e denunciar situações em que o preconceito está inserido, mas que nem sempre é notado, sobretudo por aqueles que fazem comentários supostamente “inocentes”. Saiba mais.

#OCorpoéMeu: para acabar de vez com a cultura de culpar vítimas por abusos e conscientizar a população de que cada mulher deve fazer o que bem entender com seu corpo, o Instituto Maria da Penha lançou a campanha cuja ideia era fazer com que mulheres publicassem fotos usando biquíni ou lingerie no Instagram e, com a ferramenta de marcação, afirmassem “não é porque estou de biquíni/lingerie que você pode me tocar”. Saiba mais.
#primeiroassédio: a campanha foi lançada pelo coletivo feminista Think Olga e rapidamente entrou para os trend toppings do Twitter, se torando uma das mais famosas na internet em 2015. O objetivo foi incentivar mulheres a relatarem a primeira vez que passaram por algum tipo de abuso e levantar a discussão sobre a pedofilia. Saiba mais.
#fatkini: conscientes de que quilos a mais não são motivo para vergonha, mulheres plus size de diversas partes do mundo publicaram em seus perfis em redes sociais fotos com a hashtag em que aparecem usando biquíni e maiô. A ideia é acabar com os preconceitos, se livrar dos padrões impostos e praticar a autoaceitação. Saiba mais.
