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Bebê com microcefalia foi adotado após ser negligenciado: hoje, mãe precisa de ajuda

Publicado 29 Mar 2021 – 04:17 PM EDT | Atualizado 29 Mar 2021 – 04:17 PM EDT
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Há quatro anos, João Lucas encontrou um anjo, sua mãe adotiva, Valéria Gomes Ribeiro. O pequeno, que nasceu com microcefalia, foi adotado quando tinha dois meses.

Na época, Valéria trabalhava como vendedora em uma barraca de doces e abandonou o emprego para dar atenção especial a João, que necessita de tratamentos específicos.

Hoje, essa guerreira mãe adotiva continua na luta pelo tratamento do filho. Só que, agora, João precisa de equipamentos especiais e, como a família não tem renda para tal, eles contam com uma vaquinha para arrecadar fundos.

Adoção de João Lucas

Mãe adotiva de um jovem de 23 anos que tem deficiência mental e cuidadora de um parente de 37 anos que sofre de depressão, Valéria mudou completamente a vida de João Lucas.

O pequeno era filho de uma vizinha que já tinha nove filhos quando ele nasceu e era negligente com a saúde de João, que, por causa da microcefalia, precisava de cuidados especiais, mas não recebia assistência.

Assim que Valéria o adotou, conseguiu tratamento pela AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e em outros três lugares para que João pudesse fazer fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação visual e auditiva.

Entretanto, atualmente, João perdeu quase todo esse tratamento. Segundo Valéria, a única coisa que restou foi uma sessão de fisioterapia por semana. "Ele não tem nem mais a assistência da AACD", disse.

De acordo com a mãe adotiva de João, os médicos deram alta para o pequeno, mas ele ainda necessita de muitos cuidados e equipamentos especiais, caso contrário, seus membros podem atrofiar.

Valéria, que teve que parar de trabalhar para cuidar do filho, não tem condições de comprar os aparelhos, que custam cerca de R$ 30 mil.

Dificuldades financeiras para o tratamento

A microcefalia é uma malformação congênita que faz com que a circunferência craniana dos recém-nascidos seja menor do que o esperado. Muitas vezes, os bebês com microcefalia também têm o cérebro menor, o que impacta no desenvolvimento e pode trazer outros problemas para a criança, como convulsões e problemas motores e de equilíbrio.

João se encaixa nesse quadro e, por isso, necessita de vários medicamentos e tratamentos específicos, além de equipamentos que melhoram sua qualidade de vidas.

Segundo Valéria, atualmente, o filho toma nove remédios por dia, sendo que o mais caro custa R$ 228, que é para o tratamento do refluxo, mas a quantidade não é suficiente sequer para um mês de tratamento.

A mãe de João conta que a rede pública de saúde distribui uma medicação similar, mas o pequeno não se adaptou com esse remédio: "Eu vejo que é diferente, ele tem uma reação como se tivesse sentindo dor".

Além disso, João tem dificuldade para se alimentar. Ele ingere apenas alimentos líquidos, incluindo um leite especial, cuja lata custa R$ 80 e agora está sendo fornecida pela prefeitura.

Para o tratamento de João, Valéria recebe um salário mínimo (R$ 1.100) do governo que, de acordo com ela, dá apenas para comprar o básico.

O medicamento mais caro, para tratar o refluxo, é comprado por uma amiga de Valéria todo o mês e além da ajuda dessa amiga, ela também vive com doações e auxílio de outras pessoas.

"Eu vivo de solidariedade das pessoas, me ajudam com cesta básica, produtos de higiene, fralda, medicação".

Mas o problema maior no momento é que João não tem mais toda a assistência e tratamento médico que recebia anteriormente. Atualmente, ele faz apenas uma sessão de fisioterapia por semana, que não é suficiente para que o pequeno evite a atrofia muscular.

"Ele passa a semana toda em casa sem fazer [fisioterapia], ou seja, a tendência do João é atrofiar e ele vem atrofiando por falta de equipamentos e tratamentos que poderiam auxiliá-lo. Uma mão já está atrofiada e as duas pernas já não esticam mais completamente. A tendência é piorar", desabafou Valéria.

Vaquinha para comprar equipamentos

Os equipamentos citados por Valéria são uma cadeira de rodas especial, que é reclinável e completamente adaptada para João, um estabilizador vertical, que dá sustentação ao pescoço e faz com que ele fique ereto, como se estivesse em pé, e uma cama também especial.

Valéria diz que a cadeira custa de R$ 17.600, o estabilizador vertical R$ 3.900, a cama, R$ 6.900 e o colchão, R$ 320, que, no total, são quase R$ 30 mil.

Para ajudá-la, a mesma amiga que fornece o medicamento do refluxo, decidiu montar uma vaquinha online para que Valéria possa comprar todos os equipamentos para João, que por enquanto alcançou apenas 10% da meta, com pouco mais R$ 3 mil doados.

Como contribuir

Para doar, é preciso acessar a vaquinha online.

Em seguida, clique em contribuir. Então, digite o valor a ser doado e preencha seus dados. Por fim, escolha a forma de pagamento (cartão de crédito, boleto bancário, Pix, transferência, Paypal ou cupom) e clique em contribuir.

A contribuição pode ser feita de forma anônima.

Bebês com microcefalia

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