A ruptura uterina é o rompimento total ou parcial das paredes do útero, quadro que pode ocorrer no momento do parto ou até mesmo durante a gestação, como aconteceu com uma grávida no Hospital da Universidade de Angers, na França.
Conforme caso relatado em um artigo da revista The New England Journal of Medicine, a paciente descobriu, durante um ultrassom na 22ª semana, que seu útero havia se rompido e as perninhas do seu bebê estavam para fora do órgão – e ela não havia sentido nenhum sintoma.
Neste caso, tudo acabou bem e seu bebê nasceu saudável, sem nenhuma intercorrência para ele e para a mãe. Porém, as rupturas uterinas são bem delicadas, podendo trazer riscos para a gestante e para o neném.
Ruptura uterina: causas
A ruptura acontece por conta do aumento da pressão no interior do útero, causados por diversos fatores, sendo as contrações durante o parto um dos principais e mais comuns.
Além disso, de acordo com a ginecologista e obstetra DRa. Rosa Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, outras causas devem servir de alerta para possíveis rupturas uterinas, como:
- traumas e cicatrizes do útero, como as deixadas pela cesárea;
- um grande número de cesarianas anteriores;
- doenças uterinas;
- desnutrição;
- tumores;
- curetagens mal feitas;
- malformações congênitas do útero;
Ela também alerta para o excesso do uso de ocitocina no trabalho de parto, hormônio algumas vezes utilizados para estimular ou acelerar o nascimento mas que, se mal administrado, causa contrações muito fortes que podem romper o útero. Mesmo tendo diversas causas, a média ressalta e tranquiliza informando que esses casos acontecem em menos de 0,1% das gestações. Ou seja, é muito raro e não deve preocupar nenhuma mãe.

Sintomas da ruptura uterina
Tem sim. Se for no começo da gravidez, a futura mamãe sentirá fortes dores no abdômen, mas se acontecer durante o fim da gestação, ela pode não sentir tantos sintomas, apenas um desconforto abdominal e sangramento vaginal.
É por isso que a qualquer sangramento ou desconforto anormal a equipe que acompanha a gestante deve ser consultada.
Ruptura uterina: como é o diagnóstico?
O médico consegue diagnosticar o quadro com um exame físico bem feito e uma ultrassonografia.
Como é tratada?
Depende do caso, mas pode ser realizada uma histerectomia – retirada do útero – parcial ou total nas mulheres que já tiveram filhos. Para as mulheres que ainda querem engravidar, pode ser feita uma sutura uterina.
É possível evitar a ruptura uterina?
Para diminuir os riscos, além do acompanhamento pré-natal, recomenda-se que a primeira cesárea seja sempre evitada para que o útero não tenha cicatrizes. Em casos de impossibilidade, é importante que após o nascimento do bebê por via cirúrgica a mulher espere dois anos para ter o próximo filho. Nessa segunda vez, é importante que a via vaginal seja a primeira opção para que o útero não seja pela segunda vez cortado e suturado.
Útero
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