Os afogamentos são a segunda causa de morte e a oitava de hospitalização por acidentes na faixa etária de 1 a 14 anos. Para crianças que estão começando a andar, três dedos de água já representam um grande risco.
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Por isso é importante que desde cedo a criança se familiarize com a água. “Sempre é tempo de aprender. A idade mínima para que as crianças iniciem na natação é seis meses. E quanto mais velha a pessoa vai ficando, mais difícil se torna o aprendizado, devido aos medos e fobias desenvolvidos com o tempo”, diz o professor de natação Daniel Santos, do Espaço Stella Torreão.
Ele explica que nas aulas para bebês ocorrem diversas formas de estímulos motores, visuais, auditivos e verbais, para que eles aprendam de uma forma diferenciada. “É realizado também um pré-estímulo motor nas crianças que ainda não andam, pois dentro d’água o bebê acaba realizando movimentos que não faz fora d’água. E a adaptação ao mergulho também faz parte da aula. Realizamos exercícios para condicionar a criança a estar preparada a bloquear a respiração quando seu rosto estiver em contato com a água”, explica.
Até os dois anos, os pais podem acompanhar os filhos durante as aulas. Após essa idade, o ideal é que as crianças façam sozinhas, com a supervisão de um professor, mas os pais podem ficar por perto para observar o desenvolvimento. Eles também são orientados sobre riscos e procedimentos de segurança no caso de presenciarem um afogamento. É necessário, acima de tudo, manter a calma, para tirar imediatamente a criança da água e entãobuscar uma ajuda especializada para que sejam realizados os procedimentos de emergência.
Além de ensinarem as crianças a reagirem rapidamente no caso de quedas em piscinas, especialmente quando estão longe de adultos, as aulas de natação costumam ser muito divertidas para os pequenos. “Existem aulas específicas nas quais as crianças, de uma forma lúdica, são colocadas em situações semelhantes de perigo. Procuramos orientá-las sobre o que fazer nessas situações, assim as treinamos para possíveis situações reais”, diz Santos.
Em algumas aulas, por exemplo, as crianças praticam atividades aquáticas usando as roupas do dia-a-dia, cujo peso dentro d’água interfere consideravelmente nos movimentos, dificultando a saída da piscina sem ajuda no caso de emergências. “O uso de roupas em determinadas aulas é uma forma de simular a sensação de queda na piscina. Quando a criança desenvolve o hábito de nadar de roupa, fica muito mais fácil se salvar sozinha em uma situação desse tipo. Nas aulas são realizadas brincadeiras, além de muitas orientações para os pequenos e seus responsáveis sobre riscos e procedimentos de segurança”, finaliza.
