Já virou clichê o papo de que falta homem no mercado. Mulheres chorosas pelos cantos, reivindicando a verdadeira inspiração do “ninguém me ama, ninguém me quer”, sem um ombro forte com que contar. Só que existem outras por aí – que não são celebridades, nem lindas ou ricas – que vivem um doce dilema: são disputadas. Podem dar-se ao valioso luxo de escolher o tal ombro forte dentre os vários que lhes são apaixonadamente oferecidos. Pois é, tem mulher na dificílima situação de ser desejada por mais de um.
Disputa acirrada
A bióloga Ana Cláudia Penna estava solteira e feliz. Seu problema era a falta de emprego, até que apareceu uma chance como chefe de setor num laboratório. Chegou tão feliz e satisfeita com o novo trabalho que, de cara, arrebatou dois fãs: “Eu soube depois que eles comentaram sobre mim no dia em que cheguei. Eu notava os olhares de ambos, cada um querendo se mostrar mais”. Um belo dia, festa do pessoal do laboratório, entre uma caipirinha e outra, Ana Cláudia se viu aos beijos com Bernardo, um dos fãs. “Foi legal, mas foi uma coisa de uma noite. Fiquei mais preocupada de aquilo mexer com nossa relação profissional, mas o problema foi diferente”.
O “problema” foi Ricardo, o outro admirador. Ele não havia ido à festa e não conseguiu esconder o ciúme. “Eles eram amigos. Mas a partir dali começaram a me encarar como uma disputa, um objeto. Virou um problema deles e comecei a me afastar daquela história estranha antes que eu me machucasse ou machucasse alguém”, lembra Ana Cláudia. Mas nada que outra festinha com caipirinhas jogasse por terra. “Eu estava bêbada. Mesmo, sem disfarce. O Ricardo decidiu me levar em casa e acabei ficando com ele. No dia seguinte, acordei achando que me arrependeria amargamente do que tinha feito, mas me surpreendi”, confessa.
Ricardo e Ana Cláudia acabaram se apaixonando, o que, a princípio, estremeceu muito as relações de ambos com Bernardo. Mas três anos já se passaram e todos se entenderam. Ana e Ricardo estão “quase noivos” e muito felizes. “Sinto que, naquela época, o Bernardo entrou e alimentou uma disputa por vaidade, obsessão”, reflete. E quanto à sua vaidade de ter sido uma mulher disputada? “Ah, é claro que o ego fica nas alturas, né? Mas não compensa tantos conflitos”, pondera.





