Desmaio de Ivete Sangalo

Como prevenir síncope vasovagal, que causou acidente de Ivete Sangalo

Desidratação, fortes emoções ou dor intensa são alguns dos gatilhos para uma síncope vasovagal, mas é possível evitar acidentes como o de Ivete Sangalo

A cantora Ivete Sangalo levou um susto grande ao ter um episódio de desmaio após um quadro de diarreia no fim da correria do Carnaval. Ela bateu o rosto e chegou a quebrar dois ossos da face, mas já está em recuperação.

O diagnóstico foi de síncope vasovagal, que é uma perda transitória de consciência depois de queda abrupta dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Apesar do caso de Ivete, uma queda grave como a dela pode ser evitada muitas vezes.

Entenda a síncope vasovagal

Síndrome vasovagal
(Crédito: freepik/Freepik)

Depois do ocorrido, Ivete revelou que já tinha tido outros dois episódios de síncope vasovagal antes. Algumas pessoas têm uma síndrome de mesmo nome, que é uma condição crônica que favorece esses episódios.

Nesses casos, é essencial entender o que acontece com o corpo para tentar evitar a perda de consciência e evitar acidentes como o da cantora, principalmente.

Existem situações, como desidratação em decorrência de uma diarreia, que causam a síncope. Não é exatamente um problema no chamado nervo vago, mas uma resposta inadequada ao regular funções involuntárias do organismo, com diminuição temporária do fluxo de sangue para o cérebro, por exemplo.

Pensando no caso da cantora, é como se o organismo estivesse sensibilizado por conta da diarreia, desidratação e estresse dos trabalhos durante o Carnaval. Em determinado momento, ela se levantou para ir ao banheiro e, ao ficar em pé, o organismo não conseguiu se adaptar tão bem à mudança de posição. Foi aí que o desmaio aconteceu. 

Algumas pessoas têm sintomas que antecedem a síncope. São sinais importantes que ajudam a evitar o desmaio ou acidentes:

  • • Fraqueza;
  • • Palidez;
  • • Suor excessivo;
  • • Calor;
  • • Tontura;
  • • Náusea;
  • • Dor abdominal;
  • • Visão embaçada;
  • • Dor de cabeça;
  • • Palpitação.

Ao sentir o mal-estar, a pessoa deve na mesma hora se deitar – pode ser no chão mesmo – e, se possível, deixar as pernas elevadas. Aí é ficar calmo, porque vai passar.

Se os sintomas começarem com a pessoa já sentada, cruzar as pernas também pode ajudar.

Como evitar a síncope vasovagal

Manobras para evitar síncope vasovagal
(Crédito: ArthurHidden/Freepik)

Quando a pessoa se deita, o sangue volta a circular melhor e chega com mais facilidade ao cérebro. É por isso que os sintomas começam a passar. 

Com o diagnóstico fechado para síndrome vasovagal, é possível adotar hábitos que ajudam a evitar as síncopes, mesmo que não haja uma cura para o problema:

  • • Beber de 2 a 3 litros de água por dia;
  • • Evitar bebidas desidratantes, como álcool;
  • • Evitar jejum;
  • • Evitar ambientes quentes e fechados;
  • • Evitar longos períodos em pé;
  • • Movimentar as pernas e panturrilhas enquanto estiver em pé;
  • • Controlar o estresse;
  • • Em caso de dor crônica, buscar controlar o quadro;
  • • Estar atento a possíveis gatilhos e sintomas para evitar quedas abruptas e se machucar.
  • • Algumas pessoas podem se beneficiar do aumento da ingestão de sódio, mas isso deve ser discutido com o médico, que saberá avaliar outras possíveis condições pré-existentes. 

Para casos mais graves da síndrome, o médico também pode prescrever medicamentos. 

Identifique os gatilhos

Beber água
(Crédito: freepik/Freepik)

Os principais fatores que desencadeiam as síncopes são:

  • • Ficar em jejum;
  • • Grandes emoções, como susto e ansiedade;
  • • Dor intensa;
  • • Ingestão de bebida alcoólica;
  • • Ambientes fechados e/ou com grandes aglomerações;
  • •  Ficar horas em pé;
  • • Calor intenso;
  • • Ver sangue;
  • • Entre outros.

Apesar de algumas pessoas sofrerem mais com as síncopes, é possível que o paciente consiga ter mais autonomia sobre o quadro e conseguir boa qualidade de vida.

Este conteúdo contém informações do Manual de Emergências Cardiovasculares da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, do Protocolo de Manejo e Acesso à Cardiologia do município de Jundiaí e de artigo Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

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