Hoje embaixadora de campanha pró-vacinação contra o HPV, Juliana Paes achou que era “cedo demais” para vacinar os filhos – até entender o motivo
A atriz Juliana Paes ainda está em êxtase pela vitória da Viradouro no Carnaval do Rio de Janeiro. Mas a rainha de bateria da escola de samba deixou esse sonho que está vivendo um pouco de lado para assumir um novo posto muito importante: embaixadora da campanha “Por um futuro sem câncer de colo do útero”.
A iniciativa da farmacêutica MSD com a McCann Health, de publicidade e propaganda, dá início ao Março Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de colo do útero. Ações como essa são feitas para combater mitos e tabus como os que a própria Juliana tinha em relação à vacina contra o HPV.
Juliana Paes e a vacina dos filhos

“Quando o Antônio estava com uns 11 anos, mais ou menos, o pediatra falou que era a hora de vacinar os meninos contra o HPV. Eu falei: ‘Que absurdo! Os meus filhos são muito novos, são crianças ainda’. O preconceito da vacinação estava em mim”, revelou Juliana no evento de lançamento da campanha, que foi acompanhado pelo Mulher.
Além de Antônio, hoje com 12 anos, a atriz é também mãe de Pedro, de 15 anos. Os dois receberam a imunização completa contra o vírus depois que a mãe entendeu a importância da prevenção precoce.
Vacina contra HPV

A transmissão do HPV ocorre, principalmente, pelo ato sexual, a partir do atrito da pele e contato com as mucosas do corpo. Mas é essencial dizer que não é preciso de penetração para que esse vírus seja transmitido – inclusive, a camisinha não protege completamente a pessoa contra o HPV.
É importante que a imunização seja feita antes que o adolescente, jovem ou adulto inicie a vida sexual por isso. Porém, apesar da vacina poder ser aplicada até os 45 anos, quanto antes, menos doses são necessárias.
Além disso, pelo SUS a imunização é oferecida apenas para os seguintes grupos:
- • crianças e adolescentes de 9 a 14 anos;
- • pessoas com HIV;
- • pacientes transplantados;
- • pacientes em tratamento oncológico;
- • usuários de PrEP;
- • pessoas com papilomatose respiratória recorrente.
“A gente acha que os nossos filhos vão começar a vida sexual mais tarde porque a gente é bobo, preconceituoso, acha que são sempre crianças”, brincou Juliana antes de fazer um alerta sério: “Se você vai entrando pelo Brasil, a atividade sexual começa realmente cedo hoje em dia.”
Mas a ginecologista Susana Cristina Aidé faz um aviso importante: estudos mostram que não há antecipação do início da atividade sexual após a vacinação contra o HPV. Presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, ela afirmou que essa ideia é mito.
Doença de homem também!

O Março Lilás foca no câncer de colo do útero, doença que mata 20 mulheres por dia no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Mas ele não é o único tipo de câncer causado pelo HPV.
O câncer de ânus, pênis, boca e garganta podem ter a mesma origem e afetar tanto mulheres quanto homens, independentemente da idade e orientação sexual.
A doença pode levar anos para se manifestar após a infecção. A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção, além dos exames de rotina e tratamento adequado de lesões causadas pelo vírus.






