Melhor amigo > Patas e focinhos

Talvez você já tenha atravessado a rua ao ver um rotweiller, mudado a rota por causa de um pitbull e até deixado de visitar um amigo porque ele possui um imenso doberman, certo? Cachorros grandes são famosos pela fama agressiva. Mas recente pesquisa publicada na revista Applied Animal Behavior Science parece desbancar essa reputação. É que, segundo o estudo, o dachshund, mais conhecido como “Salsicha” foi apontado como o cão mais feroz entre 30 raças pesquisadas. De acordo com a revista, um entre cinco salsichas já atacou ou almejou atacar um estranho. E um entre doze já atacaram seus próprios donos. As raças golden retriever, labrador, são bernardo, britanny spaniel e greyhound figuram entre os mais calmos.

A pessoa que deseja adotar um animalzinho da Suipa precisa ter mais de 18 anos, trazer identidade, CPF e comprovante de residência

Mas a bravura dos pequenos tem justificativa. Além da raça e dos donos, o comportamento dos cães também é definida em relação ao ambiente em que vivem. “Cachorros menores precisam de uma dose de coragem maior. Já imaginou viver nesse mundo gigantesco? Uma pessoa que senta em cima de um cachorro desses pode até matá-lo”, brinca Alexandre. E o adestrador acredita que o comportamento agressivo também se justifica em uma educação mais permissiva. “Além do mundo apresentar muitos perigos, os cachorros pequenos têm mais tendência a serem tratados como bebês, a terem suas vontades realizadas e até mesmo esses comportamentos agressivos mais tolerados, afinal, ‘um cachorro tão pequeno assim não vai matar ninguém, né?!'”, explica Rossi.

Adestrando seu peludo

Seu cachorro chora para chamar atenção? Pula nas pessoas e derruba você na rua? Não deixa o veterinário examiná-lo? Talvez você esteja precisando educá-lo. Uma boa dica é o adestramento. Ele pode ser feito a partir de 50 dias de vida do filhote e a técnica consiste em treinar seu bichinho a obedecer determinados comandos, em troca de uma recompensa. Os mais básicos são os famosos: senta, deita, apanha a bolinha, dá a pata, finge de morto, rola. E muitos podem ser ensinados pelos próprios donos. “Se você tem um cachorro que late para pedir comida, carinho ou brinquedo e oferece o que ele quer, você está o treinando a latir. Para que ele não repita esse comportamento, você pode dar uma ‘bronquinha’ de leve, para criar um estímulo desagradável, e recompensá-lo por pedir de outra forma, como sentar para pedir, dar a patinha”, ensina Alexandre.

As aulas são feitas através do que Rossi define como reforço positivo. “Você ensina o cachorro que, através da obediência, ele é recompensado e consegue as coisas que quer. Mostrando que detém a liderança, mas sem violência”, explica o adestrador. As aulas funcionam como um jogo, onde os donos podem participar criando atividades nas quais o cachorro precisa descobrir o que se quer que ele faça, para ele ganhar o que deseja. A cada objetivo alcançado são criados graus de dificuldade para que o cachorro aprenda mais comandos diferentes a fazer.

Adoção: um gesto de amor

Se depois de ler essa matéria você ficou com uma pulguinha atrás da orelha de interesse em obter um cãozinho, saiba que existem muitas maneiras para fazê-lo. As cidades estão cheias de canis, pet shops, criadores. Mas se, além da aquisição, você deseja praticar um verdadeiro ato de amor, um bom caminho é a adoção. “Adotar, não importa se um bichinho ou uma criança, é um bem que você está fazendo para um ser vivo. É uma forma de deixar o egoísmo de lado e praticar toda a sua compaixão. E ajudar o outro, protegendo-o, dando um lar. É muito gratificante”, desabafa Izabel Cristina Nascimento, presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), no Rio de Janeiro. O abandono de cães e gatos é um problema real que chega a números assustadores. Só no estabelecimento que Izabel preside, atualmente, são 6.800 cães e 2.000 gatos abandonados. E o número aumenta a cada dia, já que a instituição é contra a eutanásia e acolhe, diariamente, 60 novos animais.

Assim como a Suipa, espalhadas pelo país, existem centenas de organizações que oferecem cachorros e gatos para adoção. E o procedimento é simples. “A pessoa que deseja adotar um animalzinho da Suipa precisa ter mais de 18 anos, trazer identidade, CPF e comprovante de residência. Antes de levar o novo companheiro para casa, ela passa por um questionário e uma entrevista para ver se realmente está apta à adoção. Caso seja um filhotinho, o novo dono precisa, ainda, assinar um documento em que se compromete a esterilizar o bichinho após 6 meses de idade”, explica Izabel.

No entanto, vale lembrar que cuidar de um animal não é nada fácil. A adoção é um compromisso sério e requer muitas responsabilidades. São gastos com comida, veterinário, além de muito carinho e dedicação. “A pessoa que deseja adotar um bichinho precisa ter condições financeiras e psicológicas para cuidar dele. Ter um animal é como ter um filho”, enfatiza Izabel.

Escolhido o cachorrinho, não se esqueça que ele precisa manter a vermifugação e vacinação sempre em dia, de uma alimentação de qualidade e de passear com freqüência, principalmente no horário do sol matinal.

Serviço:

Suipa

Av. Dom Hélder Câmara, 1801. Benfica – Rio de Janeiro – RJ

Tel: (21) 3297-8777

www.suipa.org.br

Alexandre Rossi

Tel: (11) 3571-8138 e (11) 3571-8306

www.caocidadao.com.br

Priscila Silvério

Vet Life

Rua Jornalista Siney Corrêa, 47. Piratininga – Niterói – RJ

Tel: (21) 2703-9033