Primeiramente, o termo “sintomas” não é muito bem visto por alguns autores quando se refere à gestação, uma vez que estar grávida não significa que a paciente esteja doente. Contudo, é evidente que a gestação leva a diversas modificações no organismo materno e algumas dessas mudanças podem causar alguns desses “sintomas” sentidos pelas gestantes.
É possível se preparar para o parto natural?
Prepare o seio para evitar dores e rachaduras ao amamentar
Florais ajudam a acalmar o bebê
Enjôos e vômitos
Um dos principais sintomas, ou melhor, um dos mais comuns são os famosos “enjôos”, mais conhecidos no meio médico como náuseas. Se apresenta como desconforto estomacal que geralmente precede o vômito. Comumente surge entre a 6ª e a 14ª semana de gravidez, podendo aparecer em qualquer período do dia, mais frequentemente pela manhã. Não é uma regra que os episódios de vômito ocorram após esta sensação de enjôo e, se estes sintomas (náuseas e vômitos) surgirem mais tardiamente, ou seja, após a 14ª semana da gravidez, se torna importante uma avaliação obstétrica maior, uma vez que pode haver outros fatores associados.
Outros sintomas que, se presentes juntamente com a náusea, necessitam de avaliações maiores são: febre, diarréia, distensão abdominal e qualquer outro que a gestante considere anormal ou exagerado.
Alguns fatores podem aumentar as náuseas. Sabidamente as gestações gemelares cursam com aumento deste sintoma, assim como ocorre nas gestações em grávidas que sejam portadoras de hipertireodismo. Geralmente esses sintomas são autolimitados, não necessitando de medidas extremas por parte do médico, porém, quando se tornam persistentes, de difícil controle, com uma grande frequência de episódios de vômitos e, ainda, trazem outras manifestações sistêmicas, como por exemplo, a desidratação, a gestante deve procurar atendimento obstétrico, pois pode estar ocorrendo uma síndrome incomum (que ocorre em duas a cada mil gestantes), conhecida como hiperêmese gravídica.
Desejos reais
Vontade de comer fora do horário habitual, alterações no olfato e no paladar e desejos alimentares estranhos são outros sintomas habituais da gravidez.
Sonolência e tonteira
É muito comum, também, que as grávidas apresentem muito cansaço e sonolência, principalmente no primeiro trimestre de gestação. Estes sintomas ocorrem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes da gravidez. Outro que pode estar presente numa gestação normal é a tonteira, que se manifesta como sensação de rotação e/ou vertigem. Este fenômeno geralmente piora quando a gestante está de pé e melhora quando se deita de lado, com o lado esquerdo do corpo em contato com a cama.
Frequência urinária
A frequência urinária também sofre alterações durante a gestação. Por volta da 6ª semana, há um aumento na quantidade de vezes que a gestante urina, inclusive nesta época é comum que a mulher necessite levantar algumas vezes durante a noite para ir ao banheiro. Esse aumento na frequência urinária não é muito comum permanecer com a evolução da gestação e geralmente por volta do 2º trimestre este sintoma não é mais observado, porém pode voltar a aparecer nas últimas semanas, já próximo ao parto.
Alteração nas mamas
Nas mamas, o aumento do volume é algo muito comum e, em grande parte das vezes, há aumento da sensibilidade, o que leva a sensação dolorosa ao menor contato em algumas pacientes. Também ocorrem alterações na anatomia das mamas, com mudanças de coloração (pigmentação), surgimento de vasos sanguíneos visíveis e saída do colostro (forma inicial do leite) a partir da 16ª semana de gestação.
Prisão de ventre
Outro sintoma comum é a constipação, ou seja, “prisão de ventre”, que ocorre tanto pelos altos níveis de progesterona, como pode ser acentuada pelo uso de complementos alimentares a base de ferro. Mais raramente, algumas gestantes podem perceber uma produção excessiva de saliva.
Esses são alguns sintomas que podem ocorrer em gestações normais, sem nenhuma alteração patológica e geralmente não necessitam de grandes intervenções médicas, já que são decorrentes das alterações do organismo materno. Porém, quando a gestante apresenta algum sintoma desses associados a outros, como: febre, dores intensas, incapacidade de realizar as tarefas diárias etc, ela deve procurar atendimento obstétrico.





