A obesidade é uma doença crônica que também impacta a vida de crianças e adolescentes, mas tem tratamento
A Federação Mundial de Obesidade alertou que 1 em cada 5 crianças e adolescentes em idade escolar tem obesidade ou sobrepeso no mundo. Isso quer dizer que 20% da população entre 5 a 19 anos já convive com condições que afetam diferentes aspectos da vida.
O dado foi divulgado no Atlas Mundial da Obesidade 2026, que também alerta que a obesidade e o sobrepeso aumentam o risco de outras doenças crônicas, cujos primeiros sinais podem passar despercebidos por vários anos. Apesar de preocupante, é possível, sim, ajudar a criança ou adolescente a cuidar da saúde.
Obesidade da criança e adolescente

A obesidade é classificada como uma doença crônica complexa caracterizada por um acúmulo excessivo de gordura que pode prejudicar a saúde.
É uma condição multifatorial, que envolve não só hábitos pessoais como, principalmente, questões sociais, fatores psicossociais e variantes genéticas.
O diagnóstico da obesidade em crianças ou adolescentes é feito com base no peso, na altura e na chamada curva de crescimento da Organização Mundial da Saúde. A avaliação correta pode ser feita por um médico pediatra e em uma das Unidades Básicas de Saúde pelo país.
Apesar de não haver uma cura da obesidade, é possível que ela seja controlada e evitar complicações com o tratamento adequado para cada pessoa.
Como ajudar seu filho

Primeiro de tudo, é importante entender que, como um problema multifatorial, a obesidade depende da ação de muitas pessoas, não só da criança ou adolescente.
Políticas públicas e ações das escolas são essenciais no controle do problema, mas alguns cuidados da família e das pessoas que convivem com a criança ou adolescente são de extrema importância:
- • Tenha uma rotina saudável com a comida, com refeições em família, sem TV ou celular.
- • Prefira alimentos mais naturais e frescos, como frutas, verduras, legumes, arroz e feijão.
- • Evite aquelas comidas que foram muito modificadas pela indústria, como refrigerantes, salgadinhos, bolachas recheadas, sucos em pó, achocolatados, macarrão instantâneo e outros ultraprocessados.
- • Prefira produtos que você reconheça os ingredientes do preparo. É possível encontrar essa informação nas embalagens.
- • Incentive brincadeiras ao ar livre e atividades físicas.
- • Limite o tempo de uso de telas (celular, videogame ou computador).
- • Crie uma rotina saudável de sono. Descanso é fundamental para um crescimento saudável.
- • Faça o acompanhamento correto com o pediatra e/ou outros especialistas necessários, se for o caso.
- • Seja um bom exemplo.
- • Acolha essa criança e adolescente, sem piadas ou comentários negativos sobre peso ou aparência.
- • Fique atento ao bullying que a criança ou adolescente pode sofrer na escola e procurar ajuda se necessário.
Este texto contém informações da Federação Mundial de Obesidade, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo.






