Sentimentos de angústias e dúvidas podem surgir mesmo quando a família apoia a pessoa LGBTQIA+
Na novela “Três Graças”, a personagem de Alanis Guillen, Lorena, contou para a mãe que está namorando uma mulher. Agora, o pai também descobriu.
Enquanto Zenilda, interpretada por Andréia Horta, abraçou a filha, o pai, Santiago Ferette, personagem de Murilo Benício, está prestes a expulsar a jovem de casa. Infelizmente, uma realidade comum na comunidade LGBTQIA+.
Ajuda para responsáveis

A associação Mães pela Diversidade foi criada em 2014 e reúne mães e pais de pessoas LGBTQIA+. Um dos motivos da criação do grupo foi justamente a preocupação com as violências cometidas contra aqueles que não são héteros ou cisgêneros.
A organização criou uma cartilha com conselhos para mães, pais e responsáveis que descobriram a orientação ou identidade de gênero da pessoa que cuida.
“Ela não tem a pretensão de impor regras ou de ser definitiva. Simplesmente queremos dizer: ‘Olá, seja bem-vindo e bem-vinda! Senta aí, vamos te contar nosso lado da história’.”, diz a publicação.
A descoberta LGBTQIA+

Abaixo, separamos 5 conselhos que podem ajudar quem, assim como a personagem Zenilda, acabou de acolher uma pessoa LGBTQIA+:
- 1. Saiba que é comum ter sentimentos de angústias e dúvidas. O medo do desconhecido pode ser sentido por quem já desconfiava ou por quem foi pego de surpresa.
- 2. Entenda que ser LGBTQIA+ não é uma escolha. As pessoas são o que são e já nascem dessa forma.
- 3. A pessoa vai continuar a mesma, você que vai conhecer um outro lado dela. “Escute seu coração. Ele não continua batendo igual pela sua filha, filhe e filho? A alma e o coração deles não mudaram também. Todos os momentos em que vocês estiveram juntos, do nascimento até agora, não vão deixar de existir”, lembra a cartilha.
- 4. Seu mundo não vai acabar. Com o tempo, tudo vai se ajeitar.
- 5. Mostre respeito. Não pressione a pessoa a se assumir. Mostre que está disposta a aprender sobre o universo LGBTQIA+. Use o nome e os pronomes escolhidos por eles – no começo, pode parecer difícil, mas o hábito vai ser criado.
Parceiro que não aceita

A família e até os responsáveis podem ser resistentes a aceitar a orientação ou identidade de gênero da pessoa.
No caso de um companheiro, é comum já prever e saber como a pessoa vai reagir com a descoberta. Isso aconteceu em “Três Graças”. Tanto Lorena quanto Zenilda sabiam que Ferette não aceitaria.
Cruel e real. Aula de atuação. Doeu pra caralho ouvir. pic.twitter.com/LEqj1ib4B2
— luiza (@ktspink) January 16, 2026
O conselho da associação Mães pela Diversidade é buscar uma conversa franca, expressando seus sentimentos, medos e dúvidas.
“Mas também deixe claro seu apoio à filha, filhe ou ao filho de vocês. Compartilhe o que aprendeu até aqui. Explique que ter uma filha, filhe ou filho LGBTQIA+ não tem nada de errado.”
A cartilha lembra que nesse momento podem ocorrer insinuações ou acusações de um “culpado” pela situação. Não entre nessa. Não há culpado e não há nada de errado com a pessoa.
Listar o que realmente importa também ajuda a nos manter firme no propósito de acolher e ajudar a pessoa LGBTQIA+.
Aprendizados da associação

A cartilha reúne diversos aprendizados de mãe, pais e responsáveis da vida real. A associação também listou descobertas feitas com as pessoas LGBTQIA+:
- ❤ Amor entre dois seres do mesmo sexo não deixa de ser amor
- ❤ O amor que inclui é melhor do que o que exclui
- ❤ Temos a obrigação moral e legal de proteger crianças e adolescentes, especialmente quando estão sob nossa responsabilidade.
Para ler a cartilha completa, basta clicar aqui 👈
✨ Lorena contando pra Zenilda que namora a Juquinha ✨
— TV Globo 📺 (@tvglobo) January 14, 2026
a adm não tá aguentando de tanto chorar!!!! QUE CENA 😭❤️ #TrêsGraças pic.twitter.com/tzzinMJtWW






