Ciência 17 de outubro, 2016 Por

Dieta rica em proteína ou carboidrato? Estudo surpreendente revela qual emagrece mais

Aqui vai uma excelente notícia para aqueles que, quando estão de dieta, sofrem com a falta do carboidrato: ma nova pesquisa do Centro Charles Perkins da Universidade de Sydney, na Austrália, sugere que uma  dieta rica em carboidratos e pobre em proteínas pode ser a mais eficaz para estimular um hormônio com benefícios relacionados à longevidade e combate à obesidade. 

Os resultados mostram uma imagem mais clara do papel desse tal hormônio (que, até então, era pouco conhecido), chamado de “fator de crescimento de fibroblastos 21” ( FGF21), que é secretado pelo fígado em resposta às gorduras na dieta, e foi batizado de ‘fonte da juventude’.

Hormônio antienvelhecimento e obesidade

Estudos anteriores já demonstravam que FGF21 desempenha um papel importante na r edução do apetite, moderação do metabolismo e melhoria do sistema imunológico, consequentemente, prolongando a expectativa da vida. Este hormônio também está sendo usado como alvo de pesquisa terapêutica para diabetes, embora pouco se saiba sobre como essa substância é acionada e liberada no corpo.

O que os pesquisadores do Centro Charles Perkins descobriram agora é que as dietas ricas em carboidratos e pobre em proteínas são as mais indicadas para elevar os níveis de FGF21, nos testes feitos em ratos de laboratório. “Apesar da popularidade das dietas altamente proteicas, como a Paleolítica, nossa pesquisa sugere que exatamente o oposto pode ser melhor para as pessoas, conforme envelhecem: uma dieta pobre em proteínas e rica em carboidratos é mais benéfica para a saúde e longevidade”, disse a principal autora da pesquisa, Samantha Solon-Biet.

O contexto nutricional em que o hormônio FGF21 é mais elevado depende do equilíbrio entre proteínas e carboidratos. Este equilíbrio também demonstrou ser importante na forma como o hormônio ajuda a mediar a fome de proteína. O estudo revelou que, quando as dietas ricas em carboidratos aumentam os níveis de FGF21, os ratos compensam o excesso com mais queima de energia. Por outro lado, em um estado de pouca produção, o FGF21 promoveu a conservação da energia.

Ainda de acordo com pesquisadores, o FGF21 se mostrou presente no corpo em níveis elevados em condições muito paradoxais: quando se tem fome e se está obeso, em casos tanto de resistência e sensibilidade à insulina tanto quando há uma alta ou quanto baixa ingestão de alimentos. Descobrir mais sobre como FGF21 é liberado abre o caminho para intervenções nutricionais para problemas crônicos de saúde, incluindo a diabetes e obesidade.

Entenda um pouco sobre gordura

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