A biomedicina deve ser o próximo campo a ser beneficiado com as impressões em 3D. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, já estão testando órgãos ‘naturais’ em transplantes a partir da bioimpressão.
Usando essa tecnologia, os cientistas imprimiram estruturas de cartilagem e componentes ósseos e musculares.
Os transplantes foram realizados em ratos de laboratório, que desenvolveram um sistema de vasos sanguíneos nas células que permitiram que fossem transformados em tecidos.
Dispositivo de bioimpressão
Sean Murphy e Anthony Atala, os médicos por trás da pesquisa, usaram um dispositivo avançado para realizar a bioimpressão. “Comparado a impressões não-biológicas, esse processo envolve complexidades adicionais, como a escolha de materiais, tipos de célula e desafios técnicos relacionados à sensibilidade das células vivas e construção dos tecidos”, escreveram os pesquisadores em artigo publicado na revista Nature.
O dispositivo usado chama-se Sistema Integrado de Impressão de Tecido e Órgão (Itop) e usa materiais plásticos e biodegradáveis para formar os órgãos. Para que as células se sustentassem, os cientistas usaram gel à base de água.
Apesar dos avanços nos testes, eles ainda não estão certos quanto à durabilidade dos órgãos bioimpressos, tampouco se ele tem uma duração suficiente para que possa ser integrado em humanos.
Testes com tecidos humanos
Além dos cientistas de Wake Forest, uma empresa de San Diego já está testando impressão 3D de tecidos vivos.
Em dezembro do ano passado, a Organovo, laboratório especializado em pesquisas tridimensionais, anunciou que está utilizando tecidos humanos em camundongos.
A ideia é conseguir, no futuro, tratar casos de insuficiência hepática crônica.
Descobertas com as impressoras 3D
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