Mundo 03 de agosto, 2021 Por Anna Bia

Ato de coragem de Biles fez Flávia Saraiva contar que já passou por mesmo problema

Um dos fatos mais surpreendentes das Olimpíadas de Tóquio foi a ausência de Simone Biles em quatro finais individuais de ginástica artística. Isso porque a norte-americana resolveu abrir mão das medalhas olímpicas para preservar a sua saúde mental.

Ao longo dos últimos anos, a jovem de apenas 24 anos enfrentou bastante pressão para se tornar uma atleta de elite, e sentiu o peso ainda maior nos ombros nos Jogos Olímpicos. Após a decisão de ficar de fora das finais, Biles participou apenas da disputa na trave nesta terça-feira (3) – na qual conquistou a medalha de bronze.

Seu ato de coragem, no entanto, deu abertura para que diversas ginastas falassem sobre a importância de colocar a saúde em primeiro lugar. Entre elas está a brasileira Flávia Saraiva, que confessou já ter passado por uma situação semelhante.

Flavinha Saraiva já passou pelos problemas de Simone Biles

Em entrevista à TV Globo após sua apresentação na trave, Flavinha Saraiva elogiou a coragem de Simone Biles em voltar ao ginásio e acabou revelando que “passou pelo mesmo que a norte-americana”.

“O principal de tudo é que a Simone conseguiu voltar, ver o que ela pode fazer. Óbvio que ela fez história para a ginástica, para nós atletas. É muito mais fácil uma pessoa muito grande como ela mostrar que isso acontece do que qualquer outra atleta não igual a ela”, disse a brasileira.

“Não é frescura. Vai mais além do mental, é uma coisa que você não tem controle. Você sabe fazer o movimento, mas na hora te dá um branco na cabeça. Ou então você está fazendo o movimento e sua cabeça para. É perigoso, porque a gente não está fazendo um esporte fácil. Tem risco, e não é risco bobo, é risco de vida. É você poder se machucar, é você acabar com sua carreira, que você treinou por anos.”, continuou a ginasta.

“Eu já passei por isso, sei como é. É uma sensação horrível você não saber onde está, você ir para o ginásio e não saber como fazer os elementos. É muito ruim. É algo que a gente vai vencendo aos poucos. A gente vai quebrando barreira por barreira”, revelou Flavinha.

“Ela ter esse reconhecimento, entender e se proteger é o mais importante de tudo. Sinto que ela é muito vitoriosa de ter enfrentado isso, contado para as pessoas e ter conseguido uma medalha. Isso é incrível”, completou.

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