O que eles preferem?
É comum ver homens que ficam atrapalhados com mulheres cheias de si. Grande parte deles diz que preferem mulheres independentes, que sabem dirigir a própria vida, mas o dia-a-dia desmente. Depois de algumas perguntas mais incisivas, o designer Marcos Rocha admitiu gostar justamente do oposto. “Acho que rola uma insegurança masculina sim, parece que a mulher pode te largar a qualquer momento. Os homens não sabem administrar o fato de não ter o controle. Ainda bem que isso nunca me aconteceu”, comemora. “Acho que não saberia conduzir um namoro com uma mulher que ganha mais do que eu. Isto é, que pode gastar mais que eu e que tem um padrão de vida completamente diferente”, continua.
Já o professor universitário Emerson Maione acredita que os homens devem se acostumar com esta nova realidade. “Eu acho que independência não assusta ninguém com menos de trinta anos. É ao contrário: o que assusta os homens é ainda encontrar mulheres também dessa faixa etária tão dependentes. A questão, como eu vejo, não é se você gosta ou não de mulheres assim. Hoje as mulheres são independentes e ponto final. E o homem que não gostar disso, que vá procurar a sua garota lá no interior do país”, exagera, entre risos.
Muito trabalho = menos libido
Polêmicas e gostos à parte, hoje a mulher tem um novo tipo de comportamento. Mas, em geral, ela não sabe lidar com este poder. De acordo com Teresa Creusa Negreiro, professora de Psicologia da PUC-RJ e Doutora em Psicologia Social, mulheres que investem muito na carreira não tem tempo para se dedicar à vida afetiva. “Não é só o espaço temporal, mas sim o tempo interno para investir nela e depois no outro. Quem almeja grandes objetivos no trabalho fica com a libido sugada. Elas deixam de ficar sedutoras aos olhos dos homens, viram colegas. Eles acabam masculinizando a imagem da mulher”, explica.
Um dos grandes motivos desta busca pela independência, aos olhos de Teresa, é a sociedade extremamente competitiva em que vivemos. Para a psicóloga, existe atualmente uma valorização do poder, que vem a ser representado pelo dinheiro, pelo conhecimento ou por altos cargos. As mulheres, sempre preteridas nessa área, resolveram recuperar o tempo perdido e se manterem no topo. “A busca pela independência é um fato social, é a busca por um espaço no meio. As mulheres acham que independência financeira, por exemplo, quer dizer independência emocional. Porém isso não existe, os seres humanos são interdependentes. Quando amam, ficam frágeis. Elas querem romper com isso e, na maioria das vezes, não se dão bem”, argumenta a psicóloga.





