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Juliette desabafa sobre diagnóstico de aneurisma, mesma doença da irmã

Publicado 9 Mar 2022 – 12:04 PM EST | Atualizado 9 Mar 2022 – 12:04 PM EST
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Por trás do bom humor e simpatia, Juliette Freire passou por muitas dificuldades. Após perder a irmã para um aneurisma cerebral enquanto ainda era jovem, ela também enfrentou a angústia do tratamento da mãe, que apresentou problemas cardíacos e chegou a ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em entrevista ao "Conversa com Bial", a cantora e ex-BBB revelou mais um desafio: ela enfrentou o mesmo diagnóstico da irmã no ano passado, em meio ao fenômeno de estrelato imediato após sair vencedora do Big Brother Brasil.

Abrindo o coração sobre o caso, Juliette comentou como foi difícil mascarar a dor em meio ao sonho que vivia e como já estava aceitando sua partida.

Juliette revelou diagnóstico de aneurisma

Em meio ao turbilhão que vivia com o lançamento de sua carreira musical, Juliette enfrentava uma batalha interna: a ex-BBB tinha sido diagnosticada com a mesma doença que acometeu sua irmã, uma história dolorosa que ela trouxe durante o reality e que emocionou o Brasil.

Na entrevista com Pedro Bial, ela contou que não falou nada pois não se sentia preparada. "Eu precisava me curar antes de me abrir".

A descoberta aconteceu durante um check-up, em meio a uma cirurgia de sua mãe. "Antes do AVC, minha mãe tinha um buraquinho no coração (...) que era um dos meus propósitos pra vencer o Big Brother. A gente foi fazer essa cirurgia em São Paulo. Quando eu cheguei lá, a médica disse 'vamos fazer um check-up', eu falei 'não', porque no fundo, tinha medo de fazer de novo".

"Minha mãe fez a cirurgia do coração, ficou super bem. Quando ela saiu do quarto eu fui fazer os meus exames. (...) Pensava 'eu sei que vou saber agora, que chegou a hora e vou ter um aneurisma'. Quando eu saio, a médica já tinha reunido uma equipe de neuros e me disse 'Juliette, você tem um aneurisma no mesmo lugar que sua irmã teve. Pelo seu histórico, a gente quer investigar e saber qual o melhor procedimento'", desabafou a cantora.

O diagnóstico veio em agosto de 2021, quando lançou o EP homônimo "Juliette". "Na semana que todo mundo estava festejando, eu estava engolindo a dor de saber que eu tinha o mesmo problema que minha mãe e minha irmã. As pessoas pediam sorriso, alegria, que mostrasse minha vida, e eu não tinha mais nada".

Juliette revelou que já aceitava ter seu propósito "cumprido" na Terra. "Eu só tinha medo e depois só aceitação. Eu ficava pensando, 'ninguém imagina o que o outro passa, ninguém tem noção'. As pessoas estavam pensando num futuro que eu nem sabia se ia ter".

"Passei três meses sem querer saber disso, fingindo que não tinha acontecido. Eu não queria tratar, não queria operar, queria que Deus cumprisse a missão dele".

Morte de Marília Mendonça impactou decisão de Juliette sobre tratamento

Os amigos incentivaram Juliette a tentar o tratamento, mas ela não queria. Foi quando um evento inesperado impactou em sua decisão. "Eu senti algo muito forte. A gente olhou pro celular, foi no dia que Marília Mendonça morreu".

"Todo mundo me disse 'é muito ruim perder alguém assim', e eu decidi 'tá bom, vamos fazer'", revelou. "Liguei pro médico e fui pra São Paulo".

Quando chegou em São Paulo, nem sua mãe sabia do diagnóstico do qual a equipe médica afirmou não ter dúvidas. Por meio do cateterismo, os médicos pretendiam investigar a dimensão do aneurisma para decidir se colocariam uma prótese, se fariam uma cirurgia aberta ou se seria inoperável.

Então, Juliette esperou sozinha pelo pior. "Me despedi. Tomei anestesia geral, fui pra mesa de cirurgia já com a certeza de que se terminasse ali estava tudo bem, eu fiz a minha parte".

"Vivo de milagres"

Orgulhosa, Juliette revelou o impensável: o diagnóstico estava impreciso. "Eu acordo e os médicos olharam pra mim e disseram 'Juliette, não tinha aneurisma'. Eu fiquei, 'como assim'".

Todos os médicos tinham certeza, e Juliette conta que já haviam até avaliado tamanhos de prótese. Porém, após o procedimento cirúrgico para análise do problema, perceberam que era uma "formação específica", mas não prejudicial.

"Raríssimas pessoas têm. Não é uma má formação, é uma formação atípica. Ele acredita que foi um caso em um milhão, eu acredito que foi um milagre, porque eu vivo de milagres. Fico com a minha crença", garantiu Juliette.

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