Angustiada com casos recentes de violência contra a mulher, Sabrina Sato diz querer um mundo em que meninas possam crescer aprendendo a sonhar, não a se proteger
Usando o Instagram, Sabrina Sato compartilhou angústias relacionadas a ser mãe de menina em meio a um mundo misógino. Diante de casos de estupro coletivo que estão sendo atualmente investigados no Rio de Janeiro, a apresentadora refletiu sobre a forma como meninas são criadas – e fez um protesto sobre querer que elas possam sonhar, e não que vivam com medo.
Sabrina Sato desabafa sobre a criação de uma filha mulher

Mãe da pequena Zoe, de 7 anos, Sabrina Sato compartilhou reflexões sobre a criação de meninas recentemente. Angustiada diante das notícias de estupros coletivos denunciados recentemente, a apresentadora falou sobre a forma como meninas são ensinadas desde cedo a se proteger enquanto o correto seria ensinar meninos a não desrespeitá-las.
“Tem coisas que não dá para seguir como se fosse só mais uma notícia triste. Ser mãe de menina hoje é viver com amor e medo”, disse ela, relatando as inseguranças que tem. “Medo do mundo que ensina meninas a se protegerem, e não ensina meninoas a respeitarem. O que aconteceu não foi um caso isolado, não são monstros perdidos por aí. É a misoginia com que a gente convive e naturaliza disfarçada de opinião”, disse.
Em seguida, ela falou sobre discursos como o da ideologia Redpill, que defendem “masculinidade dominante” e comportamentos desumanizadores com mulheres. “Discursos que ensinam meninos a odiarem mulheres e acham que é liberdade de expressão. A ideia ainda presente de que nosso corpo é território público”, declarou.

Em seguida, ela voltou a falar sobre a experiência feminina, e declarou o que gostaria que fosse diferente.
“A gente tem que aprender, desde cedo, a se proteger, a mandar localização, a não andar sozinha. Isso não é normal, é violência naturalizada! A gente está na semana das mulheres. Era para a gente estar celebrando umas as outras, falando das nossas conquistas, mas a gente está aqui falando sobre sobrevivência. Não quero que minha filha aprenda a sobreviver, quero que ela aprenda a ser livre!”, disse, frisando a importância disso.
“Nenhuma menina deve crescer achando que o medo faz parte de ser mulher. Quero que nossas meninas não precisem aprender a se defender, quero que elas aprendam a sonhar! Quando a gente cria uma menina, quando a gente ama uma mulher, uma filha, isso não é um assunto distante – vira assunto pessoal”, concluiu.







