Entenda o que é a alopecia areata, por que ela acontece e quais são as possibilidades de tratamento
Usando o Instagram, Karina Lucco, influencer e mãe do cantor Lucas Lucco, surpreendeu ao mostrar a realidade de seu couro cabeludo em meio ao diagnóstico de alopecia areata. Sete meses após a primeira falha, ela está com pouquíssimos fios na cabeça e segue firme no tratamento. Mas, afinal, como se trata alopecia? Tem cura? Entenda abaixo:
Mãe de Lucas Lucco desabafa sobre alopecia

Há meses, Karina Lucco, influencer e mãe de Lucas Lucco, vem compartilhando parte da experiência com alopecia areata. Ela descobriu a primeira falha em agosto de 2025 durante uma ida ao cabeleireiro e, agora, está com diversas áreas sem fios de cabelo espalhadas pela cabeça. Recentemente, ela mostrou imagens reais de como está o cabelo, e desabafou.
“Mostrei esse vídeo para o meu filho e ele chorou. Naquele momento, percebi que, às vezes, quem mais sofre não é quem está passando pelo processo, mas quem nos ama e sente a nossa dor. Estou na paz, sigo com fé e coragem”, disse ela, respondendo também dúvidas de fãs sobre o diagnóstico e as possíveis causas do problema.
“Fico pensando o que causou, não sei dizer. Sempre meus exames com ótimos resultados, alimentação [boa], atividade física… Talvez um pico de estresse tenha sido o gatilho. Estou cuidando disso também, como complemento do tratamento”, disse ela, afirmando que a condição não tem relação com a reposição hormonal que realiza, e que ela está, atualmente, usando um remédio “liberado recentemente” para alopecia, sem revelar o nome.
Alopecia areata: o que é, sintomas e mais

A alopecia areata, doença da mãe de Lucas Lucco, é uma condição autoimune – ou seja, causada pelo próprio sistema imunológico, que começa a atacar de forma equivocada os folículos pilosos, estruturas responsáveis pelo crescimento de pelos e cabelos. Na maioria dos casos, os folículos são “adormecidos”, não destruídos, possibilitando o possível retorno do crescimento após tratamento.
A causa exata dessa condição ainda é um mistério. De acordo com informações da Mayo Clinic, médicos acreditam que diversas questões podem estar ligadas ao problema e, entre os fatores, é possível citar predisposição genética, doenças autoimunes associadas (como condições de tireoide, lúpus, vitiligo, diabetes tipo 1 e mais), e gatilhos específicos (como estresse intenso, infecções virais, doenças graves, traumas, gravidez, entre outros).
Tanto homens quanto mulheres podem ter alopecia areata. Ela pode, inclusive, surgir na infância – e mais de 80% dos casos começam antes dos 40 anos. Pessoas com histórico familiar ou que já têm alguma doença autoimune têm maior risco de desenvolvê-la. Se trata de uma doença comum, mas com tratamento.
Sintomas de alopecia areata

O principal sintoma de alopecia areata é a perda de cabelo, que ocorre de forma característica. Conheça abaixo os sinais:
- Falhas arredondadas no couro cabeludo;
- Perda de pelos na barba;
- Perda de sobrancelhas ou cílios;
- Perda de pelos corporais;
- Fios nascendo mais finos;
- Unhas mais quebradiças ou com pequenas depressões.
Tratamento para alopecia

Ainda que as causas da doença não sejam completamente conhecidas, há como tratar alopecia areata. Atualmente, o tratamento pode acontecer em diferentes frentes, unindo uso de medicamentos tópicos, tratamentos com tecnologia avançada e também o auxílio, por exemplo, de psicoterapia dependendo dos gatilhos da doença. Em muitos casos, os pacientes conseguem, inclusive, retomar o crescimento dos fios.
É possível utilizar, por exemplo:
- Corticoides em forma de injeções, cremes, loções ou comprimidos;
- Aplicação de minoxidil tópico para estimular o crescimento (com resultados a partir de três meses);
- Imunoterapia tópica (substâncias que causam alergia controlada no couro cabeludo e redirecionam a resposta imune);
- Fototerapial
- Medicamentos imunomoduladores (que bloqueiam as vias inflamatórias do sistema autoimune envolvidas no ataque ao folículo).






