assoalho pélvico

Como exercícios pélvicos podem aumentar a libido? 3 práticas para testar em casa

Especialista explica como exercícios para o assoalho pélvico melhoram a sensibilidade, a lubrificação e até a intensidade do orgasmo

Muitas pessoas pensam apenas em fatores emocionais ou hormonais quando o assunto é libido, se esquecendo que o corpo também tem um papel importante na resposta sexual. A musculatura do assoalho pélvico, por exemplo, é o principal deles. Por isso, é tão importante fortalecer essa região.

Os benefícios, segundo Claudia Milan, fisioterapeuta pélvica (@sosperineo nas redes), vão além da melhora da lubrificação e da circulação sanguínea.

“Quando realizados corretamente e com regularidade, são exercícios que fortalecem os músculos envolvidos na resposta sexual e contribuem para o aumento da sensibilidade vaginal e clitoriana”, explica.

Hoje, os exercícios antes conhecidos como “Kegel” são chamados cientificamente de TMAP -Treinamento Muscular do Assoalho Pélvico.

3 exercícios que estimulam a libido e melhoram a saúde íntima

1. Contração e relaxamento do assoalho pélvico

assoalho pélvico
(Créditos: Freepik)

Esse é o exercício mais básico e também o mais importante. Ele consiste em contrair a musculatura íntima – como se estivesse tentando segurar o fluxo de urina – e depois relaxar.

O ideal é contrair por cerca de três a cinco segundos e relaxar pelo mesmo tempo, repetindo a sequência algumas vezes.

Esse movimento melhora a circulação sanguínea na região genital e fortalece os músculos que participam da resposta sexual.

2. Contração sustentada

assoalho pélvico
(Créditos: Freepik)

Nesse exercício, a ideia é manter a contração da musculatura pélvica por mais tempo.

Contraia o assoalho pélvico e sustente por cerca de cinco a dez segundos antes de relaxar.

Esse tipo de treino ajuda a desenvolver resistência muscular, importante para o controle da região durante a relação sexual.

3. Exercícios com respiração

Na prática clínica, os exercícios do assoalho pélvico também podem ser combinados com a respiração.

Basta relaxar o assoalho pélvico ao inspirar e, ao expirar, realize a contração da musculatura.

Assim, essa integração melhora a consciência corporal e ajuda a coordenar os movimentos do corpo durante o estímulo sexual.

Por que exercitar essa região pode aumentar o desejo?

vagina
(Créditos: Freepik)

Embora o desejo sexual seja multifatorial, já que envolve aspectos emocionais, hormonais e relacionais, o funcionamento do corpo influencia diretamente na experiência sexual.

Segundo Claudia Milan, o exercício do assoalho pélvico favorece a resposta física da excitação, como lubrificação e aumento da sensibilidade. Com isso, a relação tende a se tornar mais prazerosa, o que pode estimular o desejo.

assoalho pélvico
(Créditos: Freepik)

“A sexualidade envolve dois ‘Fs’ importantes para se chegar ao orgasmo: fricção e fantasia. A soma do estímulo físico adequado com a erotização mental é o que contribui para o clímax”, afirma.

Outro fator importante é a reconexão com o próprio corpo. Tendo controle sobre a própria musculatura íntima, muitas mulheres relatam mais confiança, conforto e interesse na atividade sexual.

Exercícios são ainda mais importantes na menopausa

menopausa
(Créditos: Freepik)

Na menopausa, a prática desses exercícios pode ser especialmente benéfica. Afinal, com a queda dos níveis de estrogênio, é comum ocorrer diminuição da lubrificação vaginal, afinamento dos tecidos da vagina e maior risco de incontinência urinária.

E é quando o treinamento do assoalho pélvico ajuda a melhorar a circulação na região, oferecer suporte aos órgãos pélvicos e preservar a saúde sexual. “Não só podem como devem ser feitos nessa fase da vida”, destaca a fisioterapeuta.

Ela reforça, porém, que cada mulher possui uma condição muscular diferente. Enquanto algumas apresentam fraqueza, outras podem ter tensão excessiva na musculatura pélvica – o que também pode causar dor ou dificultar o prazer.

“Por isso, o ideal é que os exercícios sejam individualizados após avaliação com fisioterapeuta pélvica”, conclui.

Saúde e bem-estar