Estudo mal interpretado dos anos 2000 ainda influencia decisões de mulheres que temem um tratamento que pode mudar suas vidas na menopausa
Nos anos 2000, o estudo Women’s Health Initiative (WHI) levantou preocupações ao associar a terapia de reposição hormonal a um maior risco de câncer de mama.
Entretanto, a divulgação desses resultados foi acompanhada de interpretações equivocadas, já que a maioria das participantes do estudo era composta por mulheres mais velhas, muitas delas com doenças crônicas pré-existentes.
O contexto acabou gerando uma percepção pública negativa em relação ao tratamento, o que afetou diretamente mulheres que estavam entrando na menopausa naquela época. Saiba mais a seguir!
Não, reposição hormonal na menopausa não dá câncer

A influência do erro sobre a ideia foi profunda: por mais de duas décadas, o medo afastou muitas mulheres de um recurso terapêutico que poderia aliviar sintomas incapacitantes e preservar a qualidade de vida.
Contudo, como afirma a médica e pesquisadora Fabiane Berta, a reposição hormonal, quando prescrita de forma correta e individualizada, além de ser supersegura, protege contra sintomas incapacitantes, como as ondas de calor, insônia, queda na libido e alterações de humor.

“Será que somos depressivas e ansiosas de fato ou estamos nos referindo a uma menopausa não assistida e não tratada, hormonalmente falando?”, provoca a especialista.
Contudo, personalização é o mais importante

Ainda assim, profissionais ressaltam que a reposição hormonal exige uma avaliação criteriosa e um acompanhamento médico personalizado.
Ou seja, as reposições hormonais são feitas de acordo com cada caso.
De acordo com Ricardo Barone, ginecologista e especialista em implantes hormonais, o tratamento personalizado reduz sintomas como fadiga, perda de massa magra e retenção de líquidos.

Por isso, ele reforça: “O universo feminino é bastante complexo e deve ser muito bem entendido por quem faz terapias hormonais em mulheres”.






