As cardiopatias congênitas atingem 7% de todos os nascimentos e são um exemplo de doenças congênitas, ou seja, adquiridas pelo bebê ainda durante o processo gestacional, sem nenhum componente de hereditariedade.
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Segundo o clínico Mendel Suchmacher, membro do American College of Physicians, dependendo do tipo, essas cardiopatias podem ter sérias consequências, causando problemas de coração, oculares, do desenvolvimento do esqueleto e do coração. Veja como identificar e tratar o problema.

O tempo para o diagnóstico irá depender do tipo e da gravidade, mas, em geral a partir do segundo trimestre já é possível visualizar os defeitos através de ultrassonografia.

Espera-se que o coração termine seu desenvolvimento após a criança já ter nascido e que não fiquem sequelas. Mas em alguns casos isto pode ocorrer parcialmente ou nem ocorrer, gerando necessidades que podem variar de acordo com a evolução de um paciente em particular: acompanhamento somente, medicamentos ou cirurgia

Após o nascimento, são necessários alguns cuidados, como uso de medicamentos diuréticos e para aumentar a força de contração do coração, e medicas de suporte respiratório e suporte geral (manutenção da temperatura corporal e aporte nutricional).

Em alguns casos de cardiopatias congênitas pode ser necessária uma cirurgia, dependendo da evolução do paciente.

A cirurgia pode ser feita logo após o nascimento ou até mesmo na vida adulta. “Normalmente são cirurgias de substituição valvular, de melhor prognóstico”, explica.
