Um beijo no ‘dodói’ ou um abraço para proteger do bicho papão. Essas demonstrações de afeto parecem “salvar” e aliviar as crianças de situações e sensações ainda desconhecidas. O carinho dado ao seu filho pode influenciar até em seu desenvolvimento e isso é comprovado pela ciência. Conheça 4 razões científicas para não parar de amassar muuuito o seu pequenininho (mesmo ele não sendo mais tão pequeno assim).
Carinho na infância: ciência prova importância
1. Estimula o desenvolvimento
Uma pesquisa realizada na Faculdade Medicina da Universidade de Washington mostrou que o cérebro de uma criança cuja mãe demonstra muitas ações de afeto tem maior desenvolvimento da área de memória e aprendizado, o hipocampo, em comparação com crianças criadas com mães mais distantes ou frias.

A razão científica para isso acontecer é que o sistema nervoso do pequeno percebe que as necessidades físicas e emocionais são atendidas, o que faz ele se desenvolver melhor e até duas vezes mais em crianças com menos de seis anos. “Isso deve ocorrer devido a uma maior plasticidade cerebral quando a criança é mais nova, o que significa que o cérebro é mais afetado por experiências no começo da vida. O que sugere que é vital a criança receber apoio emocional e afeto durante os primeiros anos”, afirmou Joan Luby, psiquiatra infantil e autora da pesquisa em entrevista ao site Science Daily.
2. Controla as emoções da criança
O site norte-americano “Pareting For Brain”, que busca encontrar a melhor maneira de educar através de resultados de estudos científicos, afirma que um abraço é a sua demonstração de apoio à criança enquanto ela está aprendendo a equilibrar as emoções. No momento de birra, o seu filho está desesperado, chorando e esperneando. Enquanto isso, dentro do pequeno corpo, o nível do hormônio de estresse está nas alturas. O abraço então vem como calmante, pois ele ajuda na produção de ocitocina, o hormônio do bem-estar. Assim, a criança vai se acalmando e diminuindo o estresse.
3.Auto-estima e socialização
Segundo pesquisadores da Universidade de Zurique, um simples toque pode aumentar a confiança da criança, de novo, por conta da ocitocina. É ela que estreita o vínculo afetivo entre uma mãe e o filho e ainda proporciona a autoconfiança do pequeno.
Já os cientistas da Universidade Yale mostram que essa mesma substância melhora as habilidades sociais de crianças com autismo. O resultado nessa pesquisa mostra que a ocitocina aumenta a atividade de regiões do cérebro relacionadas a sociabilidade, normalmente afetada em razão do distúrbio neurológico.
4. Vida adulta
Uma pesquisa feita no estado americano de Rhode Island indica que as pessoas que receberam mais carinho dos pais quando bebês conseguem lidar com mais facilidade com as pressões da vida adulta. Os cientistas analisaram como acontecia a interação de um grupo de crianças com as mães. Trinta anos mais tarde, os pesquisadores voltaram e fizeram testes de bem-estar e emoções com as crianças, agora adultos. O resultado encontrado foi que abraços, beijos e declarações de afeto da mãe contribuem para a saúde emocional a longo prazo e diminuem o nível de ansiedade, hostilidade ou inquietações quando os pequenos crescem.
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