Beatriz Helena
Do Bolsa de Bebê
Para os adeptos da criação com apego, carinho, presença e atenção são essenciais ao desenvolvimento pleno de uma criança. Manter o bebê perto do corpo o torna mais calmo, seguro, com a autoestima elevada e ainda ajuda no desenvolvimento cognitivo e motor. É por isso que muitas famílias adotam o uso do sling.
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O que é um sling?
Palavra de origem inglesa que pode significar “pendurar”, o sling, embora existam muitos modelos, consiste em duas faixas de pano com duas argolas nas extremidades que são ajustadas no corpo.
Substituto do carrinho ou do bebê-conforto, as faixas podem carregar crianças de até 20 quilos, ou seja, em média, até quatro anos. As posições também são versáteis. O recém-nascido pode ficar deitadinho e aquecido, já crianças mais velhas que estão descobrindo o mundo podem ficar sentadas ou nas costas do carregador.
E quem pensa que a prática de slingar é nova, engana-se. “Há séculos, sobretudo na Índia, África e nas tribos indígenas, as pessoas utilizavam panos para aconchegar e transportar suas crianças”, conta a empresária da Baby Slings Bettina Lauterbach.
Porque slingar?
Sling aumenta a segurança da criança e permite movimentos aos pais (Crédito: Thinkstock)
A interação entre pai ou mamãe e bebê é muito maior quando a criança está praticamente no mesmo corpo e o resultado são bebês mais calmos. “Quando colocada no sling, a criança fica em uma posição semelhante à fetal – próxima ao calor voz, respiração e frequência cardíaca materna – como se a gestação continuasse fora do ventre da mãe”, revela Maria Cristina Senna Duarte, pediatra e diretora médica da Neovacinas.
Benefícios do sling
- A posição lembra a forma com que o bebê ficava dentro do útero e isto os torna mais calmos;
- Aumenta a segurança da criança;
- O calor do contato diminui as cólicas;
- A posição da criança entre as faixas ameniza os sintomas do refluxo;
- O balanço do caminhar contribui para um sono mais longo e tranquilo;
- Protege do vento, do sol ou do frio;
- Estimula e melhora a amamentação;
- Os bebês sentem o contato com o carregador e choram menos;
- Os movimentos dos pais estimulam o desenvolvimento dos movimentos dos bebês, que precisam resistir com o próprio corpo;
- Estimula o senso de equilíbrio;
- Melhora a visão de mundo, já que do carrinho os bebês enxerga na altura dos joelhos;
- Estimula o vinculo entre pai e bebê
- Os braços do carregador ficam livres para a realização de outras atividades;
- Facilita a locomoção dos pais;
- O peso do bebê fica distribuído por todo o corpo de forma correta e isso evita dores musculares
- O uso de carrinhos, que são maiores e mais desajeitados, pode ser dispensado;
- Facilita o transporte em lugares cheios;
E se ainda há dúvidas quanto aos prejuízos, Maria Cristina afirma: “se bem posicionado, o sling não causa danos para o bebê nem para a coluna da mãe”.
Como comprar
Antes de comprar um sling, saiba que alguns detalhes devem ser levados em consideração. Opte por marcas de procedência e escolha tecidos de composição 100% algodão, já que os sintéticos podem causar calor excessivo e alergias. Fique sempre atento às costuras e às argolas, pois são elas que sustentam o bebê.
Quando não feitos sob medida, os slings são vendidos por tamanho – P, M, G e GG. Para não errar a altura, lembre-se sempre que a parte mais baixa das faixas deve ficar um pouco para baixo do umbigo para que a perna do adulto não bata no bumbum da criança.
Lave com sabão neutro, água fria e seque na sombra para não alterar a fibra do tecido.
Importante: evite slingar enquanto utiliza o fogão ou manuseia materiais pontiagudos.
