Aparelho da Medicube funciona? Dermatologista dá parecer
Entenda como funciona duas opções da marca e qual é a melhor opção para você
Eles ganharam muitas adeptas e se tornaram uma febre no TikTok. No entanto, quando o assunto é a eficácia do aparelho da Medicube, nada como um dermatologista para dar o parecer.
O dr. Ivan Silva, então, decidiu testar os gagets em seu próprio rosto e fez um vídeo contando suas impressões. Veja abaixo:
O aparelho da Medicube funciona?
Mini Booster Pro/Booster Pro
(Crédito: Divulgação/Medicube)
Através da eletroporação, que causa pulsos elétricos na pele, ele age na absorção dos produtos. “Na prática, ele é indicado para aquele efeito glass skin”, explica. Sendo assim, é ideal para uma pele mais viçosa. Alguns estudos ainda citam a eletroporação como uma ótima combinação com ativos para clarear manchas de melasma, por exemplo.
No entanto, na experiência do médico, não houve uma grande diferença, já que ele costuma fazer procedimentos no consultório. Ainda assim, pode ser uma opção para quem não tem acesso aos procedimentos de escritório ou mesmo quem não tem uma rotina de skincare muito completa.
Age-R Ultra Tune 40.68
(Crédito: Divulgação/Medicube)
Nessa opção, há uma combinação de radiofrequência na faixa de 40.68 MHz e microcorrentes. “A ideia é estimular colágeno, melhorar firmeza e diminuir linhas finas”, explica. Embora essa associação esteja presente em alguns procedimentos, o médico se impressionou com os resultados de um aparelho caseiro. “Em mim, percebi diferença principalmente na região da papada, com melhora do contorno facial”, afirma.
Sendo assim, você pode ter um resultado logo após a aplicação, o que é muito interessante.
Este post não é patrocinado. Depois de mais de 5 meses testando dois aparelhos de uso domiciliar da Medicube, quero compartilhar uma análise real e baseada em ciência dermatológica. A Medicube tem dois dispositivos bastante populares: o Mini Booster Pro e o Age-R Ultra Tune 40.68. Embora sejam da mesma linha, eles funcionam de maneiras completamente diferentes. O Mini Booster Pro utiliza eletroporação. Esse termo técnico significa a aplicação de pequenos pulsos elétricos que tornam a membrana celular mais permeável de forma temporária. Na prática, isso aumenta a absorção dos ativos aplicados na pele. A própria marca afirma que pode elevar a penetração em até 562%. A eletroporação é estudada em dermatologia justamente pela sua capacidade de potencializar cosméticos, mas precisa ser usada com cautela para evitar irritações. Já o Age-R Ultra Tune 40.68 combina radiofrequência e microcorrente. A radiofrequência emite ondas na faixa de 40.68 MHz, promovendo aquecimento controlado na derme, estimulando colágeno e elastina. A microcorrente, por sua vez, utiliza correntes de baixa intensidade (microampères), que podem melhorar circulação e tônus muscular. Essa associação é usada em consultório, mas em intensidades muito maiores do que um aparelho caseiro consegue oferecer. E de fato, em mim, percebi diferença principalmente na região da papada, com melhora do contorno facial. É importante destacar: esses aparelhos não substituem tratamentos dermatológicos feitos em clínica. Os dispositivos domiciliares têm potência reduzida por questões de segurança, o que limita o alcance dos resultados. Ainda assim, podem ser aliados na rotina de quem busca melhorar a absorção dos produtos ou manter a pele mais firme entre sessões médicas. Minha conclusão como usuário e dermatologista: o Booster Pro pode ser interessante para potencializar o skincare diário principalmente se a pele da pessoa for mais espessa ou precisar de clareadores (melasma). Já o Ultra Tune, apesar de usar tecnologias reconhecidas como a radiofrequência – para melhora de pele mais fina da papada (flacidez, não gordura) e melhora do contorno facial e amenizar linhas perioculares (pés de galinha!). Medicube!