Beleza 21 de julho, 2026 • Por Tatiana Leonel

Como funciona um bioestimulador de colágeno? Especialista explica como injetável age na pele e qual é a duração exata

Tratamento queridinho contra a flacidez cria reação controlada para renovar a pele de dentro para fora e estimular produção de colágeno

A perda natural do colágeno, que acontece com o passar dos anos, torna a pele mais fina, flácida e desidratada. Para combater esses sinais sem recorrer à cirurgia plástica, os bioestimuladores de colágeno se tornaram um dos procedimentos injetáveis mais procurados nos consultórios dermatológicos.

Diferente dos preenchedores comuns, os bioestimuladores não buscam “dar volume”, mas sim reeducar as células do próprio corpo a produzirem a proteína que sustenta a pele. Reunimos tudo o que você precisa saber para entender melhor como essa tecnologia funciona na prática e qual a sua durabilidade.

Como funciona um bioestimulador de colágeno?

Os bioestimuladores são substâncias injetáveis que provocam uma leve reação inflamatória controlada na derme, levando à maior produção de células de colágeno na região, podendo ser aplicado em áreas estratégicas do rosto ou do corpo, com destaque para a região do colo e o pescoço.

(Crédito: Reprodução/Magnific)

Durante o evento Elas&Ponto, com programação de wellness voltada apenas para mulheres, o Mulher teve a oportunidade de entender mais sobre o tema com a Dra. Marcela Gomes, Médica Dermatologista com título SBD, que detalhou exatamente o que acontece quando optamos pelo bioestimulador injetável.

“Primeiro ele causa um estiramento que já dá uma cutucada no fibroblasto, que é a célula que vai produzir o colágeno, mas ele cria um processo inflamatório, então você tem bioestimulador de substâncias diferentes que vão levar ao bioestímulo por processo de inflamatório”, explicou a dermatologista.

“Se você tiver um corte ou você for cicatrizar você também tem estímulo de colágeno e reparação de fibroblasto, então no caso do bioestimulador ele primeiro faz um estiramento pela presença e depois um processo inflamatório que vai fazer você mesmo produzir colágeno”.

Benefícios do bioestimulador de colágeno

O processo resulta em uma pele mais firme, reduzindo a flacidez e melhorando o viço de forma progressiva e natural, além de suavizar linhas de expressão e as chamadas rugas estáticas, que são dobras ou sulcos na pele que permanecem visíveis mesmo quando o rosto está completamente relaxado.

Os bioestimuladores injetáveis também atenuam cicatrizes de acne e proporcionam um rejuvenescimento progressivo e duradouro. Por ser minimamente invasivo, o procedimento permite o retorno imediato às atividades diárias, se encaixando na rotina de mulheres que buscam praticidade e naturalidade nos resultados.

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(Créditos: Freepik)

Quanto tempo dura o bioestimulador de colágeno?

De acordo com a Dra. Marcela, “o estímulo de colágeno que a gente começa a ver é por volta de três meses”, mas a duração total do bioestimulador costuma ser de seis meses. Nesse período, o material biocompatível permanece na pele estimulando continuamente os fibroblastos.

“Se você faz um tratamento de estímulo de colágeno microscopicamente já tem um efeito com um mês, mas você vai produzir colágeno até uns seis meses depois dessa sessão. Então três meses seria o ápice dessa produção e você continua produzindo até uns cinco, seis meses”, informou a dermatologista.

A Dra. Marcela também alerta que existem vários procedimentos para estimular colágeno e alguns até menos invasivos. “O bioestímulo de colágeno ele não é necessariamente feito só com um produto bioestimulador. Ele pode ser feito com laser, com ultrassom microfocado, radiofrequência. São outros tipos de tratamento que fazem estímulo de colágeno através de tecnologia”.

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(Créditos: Freepik)

Fases do bioestimulador de colágeno

  • Efeito imediato (1 a 3 dias): É comum sentir a região um pouco sensível e inchada. Isso ocorre devido à reação do produto e ao líquido utilizado na aplicação, sumindo rapidamente.
  • Rejuvenescimento a médio prazo (30 a 90 dias): O produto atua internamente sinalizando para o corpo produzir novas fibras de colágeno. A pele ganha mais sustentação, reduzindo a flacidez e o aspecto “derretido” do rosto.
  • Resultado final (3 a 6 meses): A produção de colágeno atinge o pico. A melhora da qualidade e da firmeza é facilmente percebida ao toque e na melhora do contorno facial.

Eficácia do tratamento

A Dra. Fernanda Paulucci, nutricionista, especialista em metabolômica, emagrecimento, performance, longevidade, desordens hormonais, metabólicas e gastrointestinais, alertou para um detalhe que pode fazer toda diferença na eficácia do tratamento com bioestimuladores de colágeno e reforçou a importância de uma alimentação balanceada.

“Se a gente tiver deficiência proteica, se a gente tiver má digestão proteica, que pode acontecer, muita gente não digere bem proteína. Se você não consome fontes de vitamina C, muita gente morre de medo de consumir frutas, muita gente não consome vegetais frios e escuros, que são ricos em vitamina C, por exemplo, se tiver deficiente de zinco, silício, não vai formar o colágeno”.

(Crédito: freepik/freepik)

“Então tudo está junto. Eu quero fazer o bioestimulador, eu vou investir nisso, mas eu também tenho que investir naquilo que eu estou comendo. O hábito do dia a dia, em alimento de verdade”, acrescentou. A alimentação e os bons hábitos, portanto, contribuem diretamente para uma maior eficácia do procedimento, permitindo a transformação gradual da pele.

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