Febre nas redes sociais, as máscaras de colágeno prometem firmeza e hidratação, mas têm limitações quando comparadas aos tratamentos em consultório
Prometendo pele viçosa, lisa e hidratada em poucos minutos, as máscaras de colágeno coreanas têm feito a cabeça de quem não abre mão de um bom skincare.
A maioria das versões utiliza ingredientes como ácido hialurônico, glicerina, niacinamida, peptídeos e extratos vegetais, além do principal: o colágeno hidrolisado. Dessa forma, muitas pessoas se questionam se essas máscaras são um caminho para substituir procedimentos dermatológicos.
A resposta, segundo especialistas, é não. “Na prática, o principal benefício é formar uma película hidratante que reduz temporariamente a perda de água”, explica Fernanda Nichelle, médica especialista em estética. Saiba mais abaixo.
As máscaras colágeno coreanas penetram mesmo na pele?
Embora contenham ingredientes que favoreçam a hidratação e a aparência da pele, as máscaras de colágeno têm uma limitação importante: suas moléculas são grandes demais para alcançar as camadas profundas, onde o organismo produz colágeno.
Sendo assim, a melhora visual acontece porque a hidratação “preenche” superficialmente pequenas linhas e confere uma elasticidade momentânea à pele, segundo Nichelle: “Por isso não devemos esperar que elas promovam um estímulo significativo da produção de colágeno como acontece com procedimentos médicos específicos.”
Aliadas da rotina

As máscaras de colágeno podem ser um excelente complemento da rotina de cuidados justamente porque elas aumentam a hidratação, potencializam a absorção de alguns ativos e proporcionam uma sensação imediata de pele mais bonita.
No entanto, elas não substituem tratamentos médicos quando o objetivo é tratar flacidez, perda de colágeno, rugas mais profundas, melasma, cicatrizes ou sinais de envelhecimento.
“Nesses casos, os tratamentos realizados em consultório apresentam resultados muito mais consistentes. Os bioestimuladores de colágeno, por exemplo, realmente estimulam a produção de colágeno pelo próprio organismo”, observa a médica.
Tipos de pele

É importante escolher a máscara adequada para cada tipo de pele. Peles oleosas ou acneicas devem priorizar fórmulas mais leves e seborreguladoras, enquanto peles secas se beneficiam de ativos altamente hidratantes.
Já mulheres com melasma, rosácea ou outras doenças de pele precisam de orientação médica antes de incluir qualquer produto novo na rotina, já que alguns ativos podem provocar irritação e agravar essas condições.
“O skincare domiciliar e os procedimentos médicos não competem entre si, eles se complementam. Uma rotina bem orientada, associada aos tratamentos adequados para cada necessidade, costuma proporcionar resultados muito mais duradouros e naturais”, conclui a especialista.
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