Os últimos dias da São Paulo Fashion Week 2026 mostraram que as escolhas em comum das grifes nacionais foram o resgate de peças clássicas e o trabalho artesanal.
De fato, a sustentabilidade e a valorização da diversidade foram pontos-chaves dos 13 desfiles ocorridos nos três últimos dias do evento de moda, que terminou no último domingo (18).
Abaixo, confira os detalhes de cada um deles:
Últimos dias da SPFW 2026
Lilly Sarti

A Lilly Sarti, que abriu a sexta-feira (16), combinou romantismo e sensibilidade na passarela. Inspirada pelo Ano da Cabra no calendário chinês, a coleção trouxe vestidos com transparências, bordados elaborados e silhuetas que valorizam o movimento.
Santa Resistência

Em seguida, a Santa Resistência, de Mônica Sampaio, apresentou uma coleção que conecta literatura, música e cultura popular brasileira. A estilista partiu de referências que vão da tragédia Otelo, de William Shakespeare, ao musical Otelo, da Mangueira, explorando contrastes entre o drama teatral e a energia do samba.
Amir Slama

Em sua estreia na SPFW, a Ammi, marca de Amanda Felisberto, apresentou a coleção Forma Viva, inspirada nas formas orgânicas da natureza. Assim, flores, pétalas e corais apareceram traduzidos em crochês, rendas e aplicações que acompanham a silhueta, transformando a roupa em uma espécie de paisagem tridimensional.
Hisha

Outra estreante na SPFW, a Hisha apresentou Alforje, coleção que transforma referências da Estrada Real de Minas Gerais em uma narrativa de moda. A inspiração, que passa por viagens a cavalo e paisagens históricas, foi traduzida em corsets, transparências e pedrarias.
Handred

Fechando as passarelas da sexta-feira, a Handred, de André Namitala, direcionou o olhar para o Japão e para o diálogo entre tradição, arquitetura e transformação. A apresentação explorou volumes amplos, sobreposições e amarrações inspiradas nos quimonos orientais.
Uó por Marcelo Sommer

No sábado (17), a Uó, projeto de Marcelo Sommer em parceria com Luiz Monteiro, apostou na mistura de universos aparentemente opostos, como lingerie, alfaiataria e automobilismo, para criar composições que desafiam convenções.
Aluf

Para desfilar no mesmo dia, a Aluf buscou inspiração no oceano e na vida ligada à pesca. Com a coleção Sonho de Pescador, escamas, redes e superfícies aquáticas foram reinterpretadas em texturas, bordados e volumes de peças diversas, como chapéus e vestidos.
Normando

Já a Normando, dos estilistas Marco Normando e Emídio Contente, levou à passarela uma coleção inspirada na obra do pintor modernista paraense Ismael Nery. Assim, a dupla revisitou a alfaiataria e a camisaria com materiais nobres, como lã, seda, algodão e couro.
Cria Costura

O projeto Cria Costura voltou à SPFW com uma coleção inspirada no trabalho do paisagista Roberto Burle Marx, conhecido pela integração entre arte, natureza e desenho. E a referência ao paisagismo se manifestou de forma clara na exploração de formas, cores e composições das peças.
Dendezeiro

A Dendezeiro, dos estilistas Hisan Silva e Pedro Batalha, uniu alfaiataria e streetwear em uma coleção que resgata referências da periferia e estética dos anos 2000. Preto, cinza e off-white dominaram a cartela de cores.
Foz

No domingo (18), a Foz, de Antônio Castro, transformou a passarela em uma viagem de volta às origens. Isso porque a coleção apresentada, “Expresso Maravilha”, partiu da referência de memórias de casa e objetos cotidianos, como cortinas, almofadas, colchas, mosquiteiros e capas de sofá.
Ammi

O último dia da SPFW 2026 também foi o momento de estreia da Ammi, marca de Amanda Felisberto, que apresentou a coleção Forma Viva. Inspirado nas formas orgânicas da natureza, o desfile exaltou crochês, rendas e aplicações.
Apartamento 03

Por fim, a Apartamento 03, sob direção criativa de Luiz Cláudio Silva, levou ao fechamento da SPFW 2026 uma reflexão sobre a passagem dos anos e o valor das marcas deixadas pelas experiências. A coleção mostrou calças amplas, mantôs, vestidos transparentes, bordados elaborados e sobreposições.

