Sabrina Sato revela mudança que notou no marido quando o assunto é sexo na gravidez

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Sabrina Sato, grávida de seis meses, conversou com Thais Fersoza sobre sua atual fase de vida e como a gravidez tem trazido novidades.

Dentre as mudanças trazidas pela gestação de Sato, a apresentadora confessou que a vida sexual com o marido, Duda Nagle, está um pouco diferente.

Sexo na gravidez: Sabrina e Duda

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Questionada por Fersoza, Sabrina disse que seu desejo sexual aumentou após ter engravidado, apesar de se sentir um pouco desconfortável durante o ato.

“A gente quer muito mais, tem muito mais vontade, vários sonhos eróticos. A gente acha que faz e acontece, mas, na hora em que vai fazer, eu me sinto estranha – mas eu faço”, declarou, afirmando existir um problema de falta de posição e também de preocupação com a neném.

Duda concordou que o sexo na gravidez é esquisito. “Não dá para esquecer esse pequeno detalhe [que há uma criança dentro da barriga]. A mulher esquece?”, questionou de volta.

Segundo o ator, ele passou a sentir menos tesão pela companheira após a gravidez. “Bem menos. É que as prioridades mudaram. Mas acho isso tão natural, é auto-evidente.”

Para a apresentadora, o que aconteceu foi que o parceiro começou a enxergá-la de uma forma diferente. “Eu acho que ele acha que eu virei santa. O homem começa a achar que a mulher virou santa depois que ela engravida”, opinou.

Falta de interesse sexual do homem após gravidez da parceira

A mudança que Sabrina observou no comportamento do parceiro é muito comum na vida de casais que engravidam. Isso porque muitos homens passam a enxergar suas esposas ou namoradas mais como mães e menos como companheiras amorosas.

Segundo a psicanalista especializada em terapia de casais Cristiane M. Maluf Martin, o homem precisa tomar consciência deste fator e se esforçar para continuar vendo a parceira também como um ser sexual, assim como antes da gravidez.

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A especialista ainda comenta que é um grande erro quando homens e mulheres passam a se chamar de “pai” e “mãe” após a chegada do filho, já que isso pode gerar um bloqueio inconsciente e minar a vida sexual do casal.

Para o escritor e psicanalista Marlos Gonçalves Terêncio, o segredo está em manter-se aberto a conhecer este novo homem e esta nova mulher que nascem junto com o filho.

“É importante que os pais não deixem de investir em seu relacionamento como casal, alimentando o desejo um pelo outro”, afirma.

Sexo na gravidez machuca o bebê?

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Outro grande impeditivo para o sexo na gravidez – também citado por Sabrina e Duda – é o medo de que o bebê seja prejudicado durante a penetração.

“Para alguns casais, a vontade de ter relação sexual muda na gestação. Na grande maioria das vezes, isso está relacionado ao psicológico e ao medo dos casais em prejudicar o bebê. Isso é errado, uma vez que o feto não é atingido pela prática. Pode ser feito em qualquer posição desde que a grávida se sinta confortável” afirma a ginecologista Cláudia Leitão.

Além disso, vale lembrar que, caso o par não consiga superar o medo de que o bebê seja machucado durante a penetração, mesmo sabendo que isso não ocorre, há outros mecanismos de exercer a sexualidade, como o sexo oral, a masturbação, toques e carícias.

Se o casal sente que está se afastando, algumas práticas podem ajudar a retomar a vida sexual. “Cabe ao casal conversar para que mitos e tabus em relação à gravidez sejam esclarecidos. Se for necessário, podem até mesmo conversar junto com o ginecologista e até procurar uma terapia de casal para que o casal não se afaste”, aconselha o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.

É normal libido da mulher aumentar na gravidez?

A gravidez pode ser um ótimo estímulo para a relação sexual entre o casal, já que o corpo da mulher passa por mudanças que podem favorecer o ato.

“A gestação aumenta a vascularização da vulva, que fica mais edemaciada e úmida. Isso favorece o prazer tanto do homem quanto da mulher. Ser sexualmente ativo durante a gestação é saudável e aumenta o vínculo afetivo entre o casal”, explica a ginecologista e obstetra Tânia Valladares.

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Quando pode ser perigoso?

O sexo só deixa de ser recomendado para o casal em situações que ofereçam riscos à saúde da mãe e do bebê, como ocorrência de alguma patologia obstétrica, deslocamento de placenta, risco de aborto, perda de líquido amniótico, entre outros.

“Em casos especiais, o sexo acaba sendo contraindicado, mas se a mulher não está tendo nenhuma complicação durante a gestação não há porque evitá-lo” afirma Tânia.

Sexo e grávidas