Óleo vegetal extraído de frutos de arbustos silvestres tem propriedades emolientes e ácidos graxos que contribuem para a manutenção da barreira cutânea
O óleo de rosa mosqueta é um dos principais nomes que aparecem quando o assunto é clarear manchas de forma prática e econômica. Diversas receitinhas caseiras que têm ele como protagonista prometem ajudar a reduzir o melasma e marcas solares.
Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam (CRM: 720305RJ), não existem evidências científicas robustas e imparciais que comprovem sua eficácia como agente clareador de manchas na pele a longo prazo. Contudo, ele pode, sim, trazer uma melhora da hidratação e da aparência geral da pele.
Óleo de rosa mosqueta não faz milagre em manchas

O óleo de rosa mosqueta é um óleo vegetal extraído de frutos de arbustos silvestres cultivados no Chile e Argentina. Por ter propriedades emolientes e conter ácidos graxos que contribuem para a manutenção da barreira cutânea, ele ficou conhecido como um “clareador natural de manchas”, mesmo tendo eficácias científicas limitadas e parciais.
“O óleo de rosa mosqueta atua principalmente como um agente emoliente, ajudando a reduzir a perda de água e a manter a pele hidratada. É importante diferenciar a melhora da hidratação e da aparência geral da pele de um clareamento efetivo da pigmentação”, pontua Ana Carolina Sumam.
Por isso, o óleo de rosa mosqueta costuma ser mais eficaz como coadjuvante em cicatrizes e hiperpigmentações leves do que em quadros que envolvem melasma.
Como usar e quem deve evitar

Para quem deseja utilizá-lo, a recomendação é escolher um produto de procedência confiável, seguir as orientações do fabricante e testar uma pequena quantidade em uma área limitada da pele antes de incorporá-lo à rotina.
E, embora seja um produto de origem vegetal, o óleo de rosa-mosqueta não é isento de riscos.
“Algumas pessoas podem apresentar irritação, vermelhidão ou dermatite de contato, especialmente quando há sensibilidade a algum componente da formulação. Dependendo do veículo, da composição e das características individuais da pele, produtos oleosos também podem não ser bem tolerados por pessoas com tendência à acne”, alerta a profissional.
Outro ponto importante é que a irritação provocada por um produto pode desencadear ou agravar a hiperpigmentação pós-inflamatória, principalmente em pessoas com maior predisposição a desenvolver manchas.

Por isso, Summan ressalta que pessoas com melasma, manchas persistentes ou outras alterações de pigmentação devem buscar avaliação dermatológica para identificar a causa e receber uma orientação individualizada.
“A automedicação pode atrasar o tratamento adequado e, em algumas situações, contribuir para a piora do quadro”, conclui a dermatologista.

