Benefícios da música para gestante, bebê e criança

uso terapêutico da música tem efeitos comprovados no aprendizado e recuperação dos seres humanos. É a chamada  musicoterapia, que parte da premissa de que o som, o ritmo, a melodia e a harmonia são capazes de promover mudanças nas pessoas, influenciando capacidades sensoriais, motoras, mentais e afetivas.

Leia também:

Desenvolvimento do recém-nascido até 1 ano

Cinco técnicas para acalmar o bebê

Aulas de música estimulam raciocínio lógico

“A musicoterapia estuda a relação do indivíduo com os fenômenos sonoro e musical e busca usar essa relação em forma de experiências para atingir os objetivos terapêuticos estabelecidos, promovendo saúde e  qualidade de vida“, explica a musicoterapeuta Priscila Mulin, da Voice, em São Paulo.

Thinkstock

O que é  a musicoterapia

Ela explica que este tipo de terapia tem duas vertentes: a musicoterapia receptiva – quando são proporcionadas ao paciente experiências de audição musical para mobilizá-lo dentro de objetivos pré-estabelecidos – e a musicoterapia interativa – na qual a troca de experiência entre o indivíduo e os instrumentos musicais é estimulada com atividades corporais, canto e tudo o que envolve ações não-verbais.

Benefícios da musicoterapia

Thinkstock

Segundo a musicoterapeuta, o atendimento varia de acordo com a necessidade  terapêutica de cada pessoa, além dos objetivos a serem alcançados. Para as gestantes, por exemplo, já é comprovado que  ouvir música durante a gravidez  faz bem para o bebê e pode ajudar no desenvolvimento cerebral. “A musicoterapia tem uma abrangência de aplicação muito grande, como saúde, educação, profilaxia, social e investigativa. A técnica se utiliza da música e dos recursos não-verbais em forma de experiência sonora para desenvolver potenciais e promover a organização, expressão, comunicação, relação, aprendizagem, mobilização. Além disso, utiliza também outros recursos terapêuticos relevantes no sentido de alcançar as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais, cognitivas e estéticas do indivíduo”, afirma.