Quem já não passou pela dúvida crucial sobre que carreira seguir que atire a primeira pedra! Sejam as executivas que ocupam cargos estratégicos ou empresárias bem-sucedidas em seus nichos de mercado, a verdade é que todas já se questionaram sobre a sua vocação e também tiveram que lidar com a expectativa que a família deposita em relação à profissão. Convenhamos, no passado a pressão era bem maior do que agora.
Hoje a informação está mais veloz e presente cada vez mais no cotidiano, mas isso não significa que a podemos confiar a missão de auxiliar os jovens nesse momento tão importante. Afinal, já passamos por isso e sabemos que todo apoio, auxílio e compreensão são fundamentais para o sucesso de mais essa empreitada.
Com a orientação correta, o adolescente poderá identificar o que ele valoriza, suas motivações internas, o que realmente é importante para ele quando pensa em profissão
O fato de não acompanhar esse processo pode resultar em algo danoso e desastroso porque esses jovens são invadidos por modelos de sucesso financeiro ou a profissão que está na moda. Somando-se essa realidade com a percepção que o adolescente tem em relação às exigências para se destacar no mercado de trabalho, acontece a escolha de forma precipitada.
Quando os pais (sim, vamos chamar os maridos também!) são incentivados a acompanhar seus filhos mais de perto, os ganhos na formação emocional, do caráter, e da identidade desses jovens são significativos. A família pode ajudar em vários fatores, sendo que um deles é prestar atenção ao que o filho faz com prazer e facilidade. O que fazemos com o menor desgaste e bom resultado é certamente um talento.
Em todas as minhas conversas com os pais que me procuram para ajudar nessa missão determinante, notei o quanto a Programação Neurolingüística pode ser uma forte aliada nesse processo. Além de ajudar a enfrentar os constantes desafios de educar, é possível com a PNL direcionar a técnica com intuito de auxiliar a optar por uma carreira que determine o futuro em plena adolescência, justamente no momento em que o jovem está buscando se conhecer melhor. É uma tarefa que pode ser facilitada – e muito – porque ajuda a estabelecer metas e a realizar sonhos.
Com a orientação correta, o adolescente poderá identificar o que ele valoriza, suas motivações internas, o que realmente é importante para ele quando pensa em profissão. Quando tudo começa a ficar mais claro, o que era tensão e auto-cobrança diminui significativamente, se transformando em um momento especial, em que os talentos e o que é mais valioso profissionalmente serão identificados.
Diferentemente do que muitos aprenderam, o talento é algo que flui. É preciso observar, também, os interesses desses jovens, estimular e dar feedbacks. Essa é uma forma de transmitir segurança aos adolescentes, por saber que a sua aptidão é algo simples. Para isso, é fundamental observar mais o filho e se desprender das expectativas que às vezes cegam os pais e tensionam os filhos.
Se de um lado podem ajudar, incentivando e auxiliando, os pais, por outro lado, podem dificultar a decisão, na tentativa de impor preferências ou aspirações. Por essa razão, uma orientação específica se faz necessária. Muitos estudantes são pressionados a seguir esta ou aquela carreira porque os pais entendem que é melhor para o futuro, ou porque não puderam seguir a profissão quando eram jovens. Às vezes, as famílias têm desejos e falam dos seus anseios, projetando suas expectativas, o que compromete o talento.
Sempre digo a todos os pais que procuram ajuda que todo o processo de orientação vocacional se faz fundamental para que o jovem possa realizar seu projeto de futuro com maturidade e consciência, porque trata-se de um momento importante na vida de qualquer pessoa. Mais do que auxiliar, mãe e pai devem estar presentes.
A grande vantagem é o que a PNL pode proporcionar, em termos de consciência de futuro, a partir das próprias escolhas no presente. Com isso, é favorecida a identificação de crenças limitantes e de temores e a transmutação dessa sensação, assumindo com maior segurança suas escolhas e os resultados que advêm.
Dicas para quem está com vestibulandos em casa
– Acompanhar, através de conversas, como o filho está se preparando;
– Disponibilizar tempo e vontade para auxiliar o filho caso ele queira;
– Perguntar e demonstrar interesse pelas descobertas e escolhas;
– Apresentar profissões e conversar com o filho sobre elas;
– Pesquisar junto os dados para ter uma visão mais ampla de cada atuação;
– Falar para os filhos dos talentos e ajudá-lo a identificar o que ele gosta de fazer, afinal, é sabido que quando se faz o que se tem prazer, os resultados são melhores.






