Antes de ser gênio, Einstein tinha dificuldades na escola e “problemas intelectuais”

por | set 13, 2016 | Ciência

Albert Einstein nasceu em Ulm, na Alemanha, em 14 de março de 1879. Ele começou a escrever uma enxurrada de artigos científicos a partir de 1905, aos 26 anos, e se voltou ao estudo da física clássica para descrever suas teorias. Em especial, a Teoria Geral da Relatividade, que revolucionou a compreensão dos cientistas de todo mundo. Depois dele, ideias como espaço, tempo, massa e energia não seriam mais as mesmas.

Por suas descobertas, Einstein ganhou o Prêmio Nobel de física de 1921 e fez de seu nome um sinônimo de gênio. Mas também era famoso por suas opiniões pacifistas e apoio ao movimento dos direitos civis. Porém, ao contrário do que muitos devem pensar, ele nem sempre foi um aluno exemplar.

Albert Einstein tinha dificuldades na escola

Até os três anos de idade, Einstein não falou uma única palavra e já mostrava dificuldades de fala. Aos nove, tinha ainda tantas dificuldades de se expressar que seus pais temeram por seu futuro. Durante muito tempo, aliás, por um erro de avaliação dos boletins escolares, acreditou-se que Einstein tivesse sido um aluno medíocre.

Quando, mais tarde, foi apresentado a uma reportagem alegando que ele tinha sido um fracasso em matemática na escola primária, Einstein rejeitou a história e disse: “Antes mesmo de completar 15 anos eu já tinha dominado o cálculo diferencial e integral”. E foi com essa idade que o futuro Prêmio Nobel abandonou a escola e deixou a Alemanha para evitar o serviço militar.

Porém, na primeira tentativa de entrar para a renomada Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, foi reprovado no vestibular. Ele tinha ainda 16 anos – dois a menos do que a idade padrão para ingresso no ensino superior. Um ano mais tarde, melhor preparado, conseguiu passar nas provas de admissão.

Continuava a ser, porém, um aluno rebelde, faltando às aulas, lendo o que não constava do currículo e irritando os professores com perguntas consideradas impertinentes. Formou-se em 1900, graças ao amigo Marcel Grossmann, aluno irrepreensível, que lhe emprestava anotações de aula.

Nove anos para conseguir emprego na academia

Einstein mostrou seu brilho durante os anos na Politécnica de Zurique, mas sua personalidade rebelde e propensão para faltar aulas fez com que seus professores lhe dessem menos recomendações sobre a sua graduação em 1900. O jovem físico passou dois anos após formado procurando por uma posição acadêmica antes de estabelecer em um escritório suíço de patentes em Berna.

Embora servil, o trabalho acabou sendo perfeito para Einstein, que descobriu podia terminar suas tarefas de escritório em poucas horas e passar o resto do dia escrevendo e realizando pesquisas. Em 1905, conhecido como seu “ano milagroso”, o jovem publicou quatro artigos revolucionários em que introduziu sua famosa equação E = mc2 e a teoria da relatividade especial.

Enquanto as descobertas marcaram a entrada de Einstein para o palco do mundo da física, ele não conseguiu cátedra até 1909, quase uma década depois de ter deixado a escola. O físico Banesh Hoffman, que em 1972 escreveu uma importante biografia sobre o cientista, lembra-se do que ouviu quando o encontrou pela primeira vez. Einstein pediu que ele expusesse suas ideias e acrescentou: “Mas, por favor, fale devagar, pois tenho dificuldade em entender as coisas rapidamente”.

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