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Falsa oferta de emprego é golpe da moda e já usou Shopee, Amazon, Mercado Livre e mais

Para quem não aguenta mais ser convocado para trabalhar por WhatsApp e SMS, saiba como se proteger e o que fazer se for vítima de fraude
Publicado 24 Mai 2022 – 11:47 AM EDT | Atualizado 24 Mai 2022 – 11:47 AM EDT
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Falsa oferta de emprego é golpe que ninguém aguenta mais receber no celular Crédito: bigtunaonline/iStock/Mulher.com.br

A falsa oferta de emprego em empresas on-line como Shopee, Mercado Livre, Magazine Luiza, Amazon e mais é o novo golpe da moda. Em entrevista ao "Fantástico", o CEO da PSafe, empresa de segurança digital, Marco de Mello, revelou que só em 2021, dois golpes aconteciam a cada minuto com ofertas falsas de emprego.

A organização estima que mais de 600 mil golpes do tipo foram aplicados por meio de anúncios falsos, conversas no WhatsApp e SMS à época, um número que só cresceu durante a pandemia devido a crise do desemprego.

Feito por meio de mensagens via WhatsApp ou SMS, o truque consiste em uma oferta de emprego remota, afirmando que o usuário foi selecionado para uma vaga. Porém, para aceitá-la, o golpista pede informações pessoais ou financeiras, como chaves PIX, números de CPF ou outras formas de contato. A mensagem também pode incluir um link que "redireciona" o usuário para outra página maliciosa.

Golpe do falso emprego usa empresas conhecidas


Em busca de renda extra, muitas pessoas podem se sentir tentadas a clicar em uma oferta que garante de "R$ 500 a R$ 4.000 por dia para trabalhar em casa", como escrito em vários dos golpes divulgados nas redes sociais. Porém, o anúncio não passa de uma farsa.

O golpe do falso emprego costuma ser feito da seguinte forma:


  • O golpista envia uma mensagem pelo WhatsApp ou via SMS, dizendo que o usuário foi selecionado para um trabalho on-line ou remoto.
  • Não há informações sobre como se obteve seu contato ou como foi feita a seleção, mas o uso do nome de empresas de grande porte como Shopee, Mercado Livre, Magazine Luiza ou Amazon, tenta "fisgar" a atenção do internauta.
  • Nas ofertas, são listados valores exorbitantes, geralmente entre R$ 500 e R$ 4.000 de pagamento por dia.
  • No fim da mensagem, o golpista pede que o usuário entre em contato, clique em um link especificado por ele ou que envie números pessoais, como uma chave PIX ou número de CPF.

Ao clicar no link ou prosseguir o contato, o usuário pode se encontrar diante de uma página maliciosa que "copia" os dados cadastrados, bem como acabar enviando dinheiro para "segurar vagas" que não são legítimas.
Pelas redes sociais, vários internautas comentaram a situação expondo a alta frequência de mensagens com mesmo viés malicioso, que são recebidas diariamente.

Como os golpistas conseguiram meu número?

Por serem sequências contínuas, os números de celulares são muito mais fáceis de atingir como alvos de um golpe do que endereços de e-mail, por exemplo. Para atingir e-mails, os criminosos teriam que formular muito mais chaves aleatórias, considerando que os endereços de e-mail podem levar letras, números e caracteres especiais, como hífens (-).

Muitas vezes, os golpistas simplesmente teclam números variados para enviar uma mensagem, sem necessariamente terem ciência de seu destinatário. Os fraudadores possuem ferramentas e sistemas para gerar números aleatoriamente, que também se aplicam a números de cartão de crédito falsos, respeitando os diferentes formatos na adaptação.

O prefixo do DDD também ajuda os golpistas a centralizarem "geograficamente" os golpes. Se a zona de interesse para um determinado golpe for São Paulo, por exemplo, os criminosos podem gerar várias combinações com DDD 11 e chegarão a vários destinatários da mesma região.

No caso do WhatsApp, outro faciilitador de golpes é a sua criptografia. Como a plataforma oferece mais segurança ao usuário nas conversas do dia a dia por um sistema que criptografa e oculta seus dados a fim de evitar sua exposição, fica difícil rastrear a fonte desses números maliciosos e impedir que disparem mais mensagens.

Uma investigação referente às conversas dentro da plataforma fere as medidas de proteção ao usuário garantidas pelo WhatsApp. Em casos de crimes virtuais, a solicitação de dados, segundo FAQ do WhatsApp, depende de abertura de processo judicial e investigação policial.

Como se proteger do golpe?


Caso você esteja na busca por um emprego e esteja preocupado com uma possível oportunidade que possa ser fraude, a melhor forma para se proteger é verificar alguns dados:

- Preste atenção no número de contato que te mandou a mensagem. Geralmente, os números de golpistas são falsos, portanto, podem ter prefixos internacionais ou números repetidos;
- Cheque a imagem do contato que falou com você. Na maioria das vezes, os golpistas também não usam fotos oficiais da empresa;
- Contatos legítimos de empresas costumam contar com um selo de verificação, similar ao que aparece no Twitter ou Instagram de contas verificadas, justamente para evitar o risco de golpes.

Também é importante ressaltar:

- Nunca envie dados pessoais ou sigilosos por WhatsApp ou SMS;
- Não compartilhe senhas de contas ou números bancários;
- Se tiver dúvidas sobre um contato que possa ser uma fraude no WhatsApp, entre na conversa e no canto superior direito, clique em "Mais" e a seguir, selecione a opção " Denunciar". Fazendo isso, você bloqueará automaticamente o número suspeito e essa pessoa não poderá mais entrar em contato com você.

Raramente uma empresa entrará em contato com o usuário via WhatsApp ou SMS, a não ser que essa opção seja escolhida pelo mesmo em relação a compras e serviços. Grande parte das empresas digitais possuem memorandos e notas onde destacam que não fazem recrutamento por esses meios.

Na maior parte dos casos, a oferta de emprego só é feita através de processo seletivo, onde o próprio indivíduo tem que tomar a iniciativa de cadastro ou envio de currículo em uma plataforma ou formulário específico, podendo, assim, concorrer a uma vaga de verdade.

Caí no golpe; e agora?

Segundo o site da Polícia Civil de São Paulo, se for vítima desse tipo de golpe, é recomendado procurar o distrito policial mais próximo ou acessar a Delegacia Eletrônica para mais informações. O procedimento padrão é a abertura de um boletim de ocorrência, que servirá como prova da fraude sofrida.

O Procon de SP também adverte sobre casos onde há envio de dinheiro para os golpistas. Nessas situações, é necessário contatar imediatamente o banco que enviou o dinheiro para reverter a transação; denunciar a vaga falsa para a plataforma ou empresa que ela menciona; realizar um boletim de ocorrência, que servirá como comprovante.

Segurança de dados

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