
O tiroteio na escola de Suzano (SP), ocorrido na última quarta-feira (13), sensibilizou o Brasil inteiro. Apesar da tragédia carregar uma grande tristeza pela morte de dez pessoas, uma ponta de luz se destaca em meio à história.
O sopro de esperança dentro da tragédia deve-se a presença de uma merendeira, Silmara Cristina Silva de Moraes, que teve um papel fundamental no tiroteio ao salvar a vida de crianças que estavam na escola.
Merendeira salva crianças no tiroteio de Suzano
essa é a Silmara, a merendeira que ajudou a esconder o máximo de alunos na cozinha durante o ataque. Uma verdadeira HEROÍNA❤#suzano pic.twitter.com/VtArCO1Yzu
— milly roitman♟️ (@mysfavoritas) March 13, 2019
Dois jovens abriram fogo contra alunos e funcionários da Escola Estadual Raul Brasil. O resultado do ataque foi a morte de cinco estudantes, de duas funcionárias da instituição de ensino, do dono de uma loja próxima e dos dois autores dos disparos.
A tragédia podia ter sido ainda maior não fosse a atuação de Silmara. Em entrevista à Rede Globo, a merendeira contou que na manhã do tiroteio teria conseguido salvar a vida de, ao menos, 50 estudantes.
Ao “Fofocalizando”, do SBT, Silmara contou que no começo do tiroteio, os funcionários da escola acharam que a correria das crianças era parte de alguma brincadeira delas.
Porém, ao serem alertados de que se tratava de tiros, ela e os demais colegas se prontificaram a acolher os meninos e meninas na cozinha para tentar protegê-los.
Para a proteção das crianças, Silmara contou que uma barricada com geladeira e freezer foi montada. Além dessa estratégia, uma mesa foi usada como escudo para garantir que os estudantes não se tornassem alvo.
Merendeira se torna heroína
Um viva à Silmara Silva! Um viva a todas as merendeiras do Brasil! #Suzano pic.twitter.com/OOtsqZhv4m
— Simone Guimarães (@siguimaraes) March 14, 2019
A atitude de Silmara durante o tiroteio de Suzano logo se espalhou pela internet e sua história ficou conhecida.
No Twitter, não foram poucas as homenagens à merendeira, vista como a grande heroína do ocorrido na cidade paulista.
“Precisamos falar sobre a merendeira que escondeu cerca de 50 crianças na cozinha, e o quão heroína ela foi… Evitou uma tragédia ainda maior” e “Que bom que você estava lá, que bom. Essa mulher lutou com unhas e dentes para salvar as crianças, essa mulher é uma merendeira forte, uma heroína”, foram alguns dos comentários
Até ilustrações em homenagem a Silmara foram criadas em menos de 24 horas após o tiroteio. “Silmara Cristina Silva de Moraes, o anjo da guarda que salvou 50 crianças na tragedia em Suzano”, escreveu Leci Brandão ao compartilhar a arte de Alisson.
Silmara Cristina Silva de Moraes, o anjo da guarda que salvou 50 crianças na tragedia em Suzano.
Arte: Artista Alisson pic.twitter.com/lC1H4Hycfr
— Leci Brandão (@lecibrandao) March 14, 2019
Reações nas redes sociais
Veja alguns comentários e homenagens feitos à merendeira.
Precisamos falar sobre a merendeira que escondeu cerca de 50 crianças na cozinha, e o quão heroína ela foi… Evitou uma tragédia ainda maior
— vênu$ (@nandszffc) March 13, 2019
Essa merendeira, Sr a Silmaria foi uma heroína … lembre se dela, sem a atitude dela seriam muito mais jovens feridos e mortos …. Deus a abençoe 🙏🏻🙏🏻🙏🏻#OremosPorSuzano pic.twitter.com/tIvT6fYDHa
— Gisele Jesus (@GiseleJesus17) March 14, 2019
agradeceu o usuário @RonanzinhoBaima.
“Porque eles são os nossos filhos” – Silmara Cristina Silva de Moraes, merendeira da escola de #Suzano que ajudou a esconder várias crianças na cozinha https://t.co/ACFgvGc1JA
— Kelly Ribeiro (@ribkelly) March 13, 2019
Silmara Cristina Silva de Morais. Tem 54 anos e é a merendeira da escola de Suzano. Salvou 50 crianças, fez uma barricada usando geladeira e freezer. Uma mesa foi utilizada como escudo.
NUNCA SE ESQUEÇAM DESSA MULHER!! GRATIDÃO!!!! pic.twitter.com/K6AohLW4eu
— Tha ᶜʳᵛᵍ (@thamirisogomes) March 13, 2019
Massacre de Suzano
- Desabafo de Bonner sobre noticiar ataque à escola é bem profundo
- Pense 2 vezes antes de compartilhar imagens do tiroteio: advogado explica
- Tiroteio em escola de Suzano: comoção de ex-alunos é desoladora