Profissão palestrante > A escolha do palestrante

Por Stephen Kanitz

Um bom palestrante pode ser a diferença entre um evento bem sucedido ou não. Nos Estados Unidos, o palestrante chave é chamado de key note speaker, o que significa que ele dará o tom para todo o resto do evento. Vale a pena escolher meticulosamente o palestrante que dará o tom inicial ao seu evento porque ele pode criar um clima de aceitação favorável aos palestrantes seguintes e às mensagens que se deseja transmitir. Um palestrante inicial amador e inexperiente pode jogar por terra toda a programação do dia.

Histórico de comprometimento e pontualidade

Este é um critério que poucos pensam em verificar, um famoso palestrante que chega atrasado de nada serve. Trinta por cento dos palestrantes que aceitam palestras sem remuneração, acabam cancelando. A porcentagem para políticos e ministros é sensivelmente maior. Um publicitário pode achar interessante fazer uma palestra promocional. Porém, se na véspera seu principal cliente o convocar, adeus compromissos com clientes em potencial. A regra de bolso nesta área é contratar alguém que costuma realizar pelo menos 30 palestras ao ano. Estes têm um nome a zelar.

Autenticidade

Bons palestrantes falam do coração. Eles próprios pesquisaram o assunto no mercado, não em livros acadêmicos. Reengenharia descrita pelo seu inventor é uma palestra fantástica, bem diferente da de quem simplesmente aprendeu o assunto ou copiou.

Organização

Boas palestras são cuidadosamente preparadas. Não é uma ofensa pedir com um mês de antecedência o esboço ou a cópia das transparências. Palestras de improviso são sempre mais arriscadas, às vezes são brilhantes, outras vezes um desastre. Avalie a organização do seu palestrante desde o seu primeiro contato com ele, pois esta será uma boa indicação do que poderá ocorrer no dia do evento.

Senso de humor

A platéia não é de ferro. Bons palestrantes sabem como ninguém intercalar um assunto sério com alguma frase espirituosa, sempre no contexto, dando à palestra uma seqüência agradável.

Talento

Fazer uma boa palestra requer talento, treinamento e muita prática, como em qualquer profissão. Muitos talentos agraciados com o Prêmio Nobel são péssimos palestrantes. Por isso, bons palestrantes são difíceis de se achar. Henry Kissinger cobra US$ 80.000 por palestra , Peter Drucker US$ 60.000 e Tom Peters US$ 50.000. Eles são capazes de salvar um evento mal organizado – comida sofrível, atraso nas bagagens e noites mal dormidas. O contrário infelizmente não ocorre : o melhor hotel, a melhor organização não salva uma palestra mal dada.

Finalmente, peça uma avaliação de um evento anterior do palestrante a ser contratado. Bons conferencistas recebem esses relatórios rotineiramente, e terão prazer em lhe ceder uma cópia.

Stephen Kanitz é mestre em administração de empresas, consultor e conferencista – [email protected] ou [email protected]

Fonte: www.kanitz.com.br