A cadela Pretinha, que andava na cola de Orelha, tem estado de saúde delicado e tocou o coração de empresário paulista
Companheira inseparável do cãozinho orelha, morto no mês passado em Praia Brava, Florianópolis, ganhou um novo lar. Devido ao quadro de saúde dela, o tratamento de Pretinha vinha sendo financiado por arrecadação de locais – e, compadecido, o empresário Bruno Ducati, de São Paulo, assumiu os custos e a guarda da cachorrinha.
Pretinha, companheira de Orelha, é adotada

Após Caramelo, cachorro que sofreu tentativa de afogamento no mesmo contexto da morte do cão Orelha, e que foi adotado por um delegado, a cadelinha Pretinha, companheira de Orelha, também foi. Ela e Orelha eram inseparáveis segundo relatos, e o estado dela já era delicado antes da morte do companheiro, situação que piorou o quadro.
Segundo informações das redes sociais oficiais de Porto Alegre, ela enfrenta um quadro de insuficiência renal crônica e hemoparasitose cujo tratamento já alcançou a marca dos R$ 17 mil em custos. Tocado com a mobilização de moradores locais para pagar, o empresário paulista Bruno Ducatti decidiu tomar a frente da situação.

“Vi que os moradores estavam vendendo canecas para bancar o tratamento e falei: ‘Pode deixar que eu banco’”, disse ele ao portal local “ND Mais”, afirmando que, apesar de não conhecer a cachorrinha pessoalmente ainda, decidiu dar um novo lar a ela quando seu quadro se estabilizar. Além de Pretinha, ele já é tutor de um cão e um gato.
Atualmente, um grupo de cinco veterinários cuida da cadelinha, que tem passado por sessões de hemodiálise e chegou a fazer uma transfusão de sangue. Segundo e equipe responsável pelos cuidados, Pretinha tem 40% de chance de se recuperar.
Orelha e Pretinha eram inseparáveis. Segundo locais, Orelha era o “alfa” do bando de cachorros comunitários da região, e sempre protegia Pretinha. Ela já estava sofrendo com os sintomas do quadro de saúde antes da morte dele – e a repercussão do caso foi o que fez Pretinha ser retirada das ruas, iniciando o tratamento.

Caso orelha
Após investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que um adolescente foi o responsável pela morte de Orelha, e outros quatro foram responsáveis pela tentativa de afogamento de Caramelo. Como são menores de idade, eles responderão por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos.






