“Caramelo” também sofreu maus-tratos – supostamente pelos mesmos infratores do caso Orelha –, mas teve um final feliz ao ganhar um novo lar
Em meio à comoção pública pela morte do cachorro Orelha, supostamente espancado por adolescentes em Florianópolis, Santa Catarina, um dos envolvidos nas investigações fez internautas se derreterem. Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil local, se apaixonou por outro cachorrinho que também sofreu maus-tratos na mesma ocasião – e, agora, “Caramelo” ganhou um novo lar.
Caso Orelha: delegado adota outro cachorro que sofreu maus-tratos

Além do cachorro comunitário Orelha, que teve de ser eutanasiado após maus-tratos em Santa Catarina em 4 de janeiro, outro animal da região passou por algo parecido. Na mesma ocasião, “Caramelo” sofreu uma tentativa de afogamento no mar – mas, agora, teve seu final feliz. Isso porque Ulisses Gabriel, uma das autoridades à frente do caso, decidiu adotá-lo.
No Instagram, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina expôs seu amor por cães, citando os animais de estimação que já teve ou tem e contando que se apaixonou por “Caramelo”. “O destino quis que adotássemos”, disse ele, publicando também um vídeo emocionante do dia em que foi buscá-lo.
“Denuncie os maus-tratos, adote e colabore. Faça a diferença!”, escreveu ele na legenda da publicação, que logo viralizou com comentários que celebram o destino diferente de “Caramelo” em comparação com o de Orelha. “Chorei, obrigada por adotar este anjo e ajudar nesta luta!”, disse uma internauta. “Que lindo, parabéns pela atitude nobre em adotá-lo”, disse outro perfil. “Sempre tem alguém bom a caminho”, comentou mais um.

Caso do cachorro Orelha
Orelha era um cachorro com cerca de 10 anos que vivia em Praia Brava, Florianópolis, e era protegido por moradores que o alimentavam e cuidavam dele. No início de janeiro, ele foi encontrado agonizando após apanhar, e teve de ser eutanasiado devido ao estado em que se encontrava.
Na ocasião, quatro adolescentes foram apontados como autores de maus-tratos contra o cãozinho. Além dele, “Caramelo”, adotado pelo delegado, teria sofrido uma tentativa de afogamento na ocasião. Em meio à denúncia, há também a acusação de que adultos ligados aos jovens teriam coagido testemunhas – e três já foram indiciados pela polícia por isso.
Atualmente, a Polícia Civil, junto da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e a Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) investiga os jovens em questão. Se confirmada a responsabilidade pelo crime, eles responderão por ato infracional por serem menores de 18 anos.






