Com a Rare Beauty, cantora e atriz ressignifica a relação com a maquiagem ao apostar em representatividade, acessibilidade e saúde mental
Revelada ainda criança na televisão, Selena Gomez cresceu diante dos holofotes e passou de estrela teen a uma das artistas mais conhecidas de sua geração.
Mas hoje, além de cantora e atriz, a norte-americana também ocupa o posto de empresária à frente da Rare Beauty – marca de maquiagem criada em 2020 que se tornou um dos principais exemplos de como a indústria da beleza pode ir além da venda de produtos.
Afinal, a proposta da marca nasceu de uma inquietação da própria Selena: no lugar criar maquiagens para que as pessoas tentassem alcançar um padrão de perfeição, por que não desenvolver produtos que ajudassem cada uma a se sentir confortável sendo quem é?
O começo foi como estrela da Disney

Selena Gomez começou a carreira artística ainda criança e ganhou projeção mundial ao protagonizar a série Os Feiticeiros de Waverly Place, do Disney Channel. A televisão abriu caminho para uma carreira musical de sucesso, com álbuns, turnês e milhões de fãs ao redor do mundo.
Com o passar dos anos, no entanto, Selena passou a ocupar novos espaços. Além da música, voltou a ganhar destaque como atriz em Only Murders in the Building, série na qual também atua como produtora executiva. Em paralelo, lançou a Rare Beauty, em setembro de 2020, aos 28 anos.
O diferencial estava justamente em não criar apenas mais uma marca de celebridade. Selena queria que a empresa tivesse uma identidade própria e estivesse associada a uma conversa maior sobre autoestima e saúde mental.

“Não queria realmente entrar no mundo dos cosméticos sem uma missão”, afirmou a artista em participação no TIME100 Summit, em 2024.
A estratégia deu resultado. Em 2024, a TIME classificou a Rare Beauty entre as empresas mais influentes do mundo e destacou o crescimento da marca, que havia alcançado uma avaliação estimada em US$ 2 bilhões.
Beleza que não exige perfeição

A Rare Beauty foi construída em torno de uma mensagem simples: maquiagem pode ser uma forma de expressão, mas não precisa ser uma obrigação.
Mas a inclusão da Rare Beauty não está apenas nas campanhas. A marca também passou a olhar para uma questão muitas vezes esquecida pela indústria: a acessibilidade das embalagens. Assim, estudou quais características tornam os produtos mais fáceis de abrir, segurar e aplicar por pessoas com dificuldades de destreza ou mobilidade nas mãos e nos braços, mantendo essa proposta até hoje.
Para Selena Gomez, o conceito de “ser rara” não significa parecer diferente de todo mundo, mas justamente abandonar a necessidade de se encaixar. É uma mensagem, inclusive, que ajuda a explicar por que a atuação dela como empresária ganhou tanta relevância.

