Mônica Martelli só notou abuso que sofreu aos 14 quando já era adulta por prática ser naturalizada

Convidada recente do podcast “Quem Pode, Pod”, comandado por Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank, a atriz Mônica Martelli trouxe uma reflexão importante sobre ter percebido que sua primeira relação sexual foi, na realidade, um abuso.

Ao relembrar a época, ela afirmou ter sido apaixonada pela pessoa com quem transou pela primeira vez na vida – e seu relato mostra quantas nuances existem na questão do abuso sexual dentro de um relacionamento.

Mônica Martelli fala sobre abuso sexual na adolescência

Em meio a uma conversa franca com Giovanna Ewbank e Fernanda Paes Leme sobre sua vida, Mônica Martelli revelou ter sofrido um abuso sexual na adolescência, mas a situação é bem diferente da ideia de abuso que ela tinha na época, algo que permanece ainda hoje.

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Segundo Mônica, ela nunca teve tabus relacionados à sexualidade, nem foi podada pela mãe na descoberta disso. O prazer a dois, no entanto, foi um desafio para a atriz – e isso começou com o momento em que teve sua primeira relação sexual.

“Eu sou de uma época em que você ter uma luta corporal com o menino era normal. Em que sentido? Você beijava o menino, ele vinha com a mão no peito, você tirava. Vinha com a mão na bunda, você tirava. Você passava a noite toda beijando e na luta corporal para não rolar. Isso era ‘normal’”, disse.

Atriz disse que o abuso aconteceu durante sua primeira relação sexual
Reprodução/YouTube/Quem Pode, Pod

Em seguida, Mônica afirmou que sua primeira vez no sexo aconteceu dentro destes termos. “Minha primeira transa foi assim. Era um menino por quem eu era apaixonada, um surfista de Macaé. Eu não queria, foi essa luta corporal. Rolou, foi legal, eu era apaixonada pelo cara, mas eu não queria. Não queria naquele dia, naquele lugar. Era naturalizado esse tipo de comportamento – a gente passava por isso e nem comentava com amigas”, disse.

Mônica Martelli revelou ter sogrido abuso sexual na adolescência
Reprodução/YouTube/Quem Pode, Pod

Segundo Mônica, sua mãe, Marilena, sempre lutou por causas femininas e, por isso, ela cresceu empoderada – mas foi apenas em sua história mais recente, em meio a importantes discussões sobre o que é abuso sexual, que ela teve noção do que sofreu.

“Quando a gente falava de estupro, na minha cabeça, na minha geração, estupro é um beco escuro, um cara com capuz e uma faca. Quando eu entendi – nós entendemos – de pouco tempo para cá que stupro é simplesmente você não querer…Se você falar ‘não’ e ele forçar, é estupro. Aí falei: ‘Fui estuprada’”, concluiu.

Empoderamento feminino