Empoderamento 04 de agosto, 2026 Por Rebeca Tosta

Tamara Klink: por que você deveria conhecer a escritora e velejadora brasileira

Do novo livro às expedições pelo Ártico, a brasileira se tornou inspiração para milhares de pessoas

O lançamento de “Bom Dia, Inverno” fez com que o nome de Tamara Klink ganhasse destaque e despertasse o interesse de muita gente na vida de escritora, velejadora e palestrante. Afinal, com uma carreira que une aventura e literatura, ela já cruzou oceanos sozinha, passou meses no Ártico e se tornou uma das vozes brasileiras mais relevantes quanto o assunto é mudanças climáticas, superação e exploração.

Mais do que os recordes, contudo, ela inspira por como decidiu encarar os desafios da vida. Conheça mais sobre a sua histórioa abaixo.

Quem é Tamara Klink?

(Crédito: Reprodução/Instagram @tamaraklink)

Nascida em São Paulo, em 1997, Tamara cresceu já imersa no universo da navegação, graças ao seu pai, o navegador Amyr Klink. Na infância, ela participou de expedições em família. No entanto, já adulta, ela optou construir um caminho próprio e se tornou navegadora em travessias em solitário, sendo a primeira delas em 2020, cruzando o Mar do Norte, na França.

Além disso, Tamara encontrou na escrita uma forma de compartilhar experiências. Em 2021, publicou “Mil Milhas” e “Um Mundo em Poucas Linhas”. Após uma expedição de Recife a Paraty, ela escreveu “Nós: O Atlântico em Solitário”. Já no seu quarto livro fala de uma experiência vivida durante uma travessia da França à Groenlândia, em 2023, em que ela passou oito meses com o barco preso no mar congelado do Oceano Ártico.

Feitos na navegação

Embora seja conhecida pelos livros, são as expedições que fazem com que Tamara acumule muitos feitos. Em 2021, por exemplo, ela se tornou a mais jovem brasileira a atravessar o Oceano Atlântico em um veleiro. Já na expedição de 2023, tornou-se a primeira mulher registrada a passar um inverno sozinha em um barco no mar congelado do Ártico.

Em 2025, ela ainda conquistou um marco histórico ao completar a Passagem Noroeste em solitário, tornando-se a primeira pessoa da América Latina a realizar o percurso e a mulher mais jovem do mundo a concluir essa travessia.

Em entrevistas, Tamara já afirmou que o medo não a impede, mas a protege. Para ela, sentir medo faz parte do processo de tomar decisões mais responsáveis em ambientes extremos. Sendo assim, ao invés de ignorá-lo, aprende a utilizá-lo como um aliado durante as expedições.

Embora ser filha do navegador Amyr Klink pudesse fazer com que Tamara fosse constantemente comparada ao pai, ela construiu uma trajetória própria. A prova está no quanto suas expedições, livros e palestras refletem seus interesses pessoais e como ela conseguiu consolidar sua própria voz para ser reconhecida pelo seu trabalho.

Suas viagens não tratam apenas de aventura. Ela registra os impactos das mudanças climáticas, especialmente no Ártico, onde o derretimento do gelo tem alterado a paisagem e os ecossistemas. Por isso, ela tem sido a pessoa que chama muitas outras a refletir sobre sustentabilidade, preservação ambiental e os efeitos do aquecimento global.

Empoderamento

COMPARTILHE: