Uma bolinha no seio que dói durante a gravidez costuma estar ligada às mudanças hormonais, mas ainda assim merece atenção
Toda mulher que já passou pela gravidez sabe da série de mudanças que o corpo passa durante o período. E e as mamas estão entre as regiões mais afetadas. Perceber uma bolinha dolorida no seio na gestação, por exemplo, é comum, mas pode causar preocupação imediata.
Antes de tudo, vale lembrar: nem toda bolinha é sinal de algo grave. Na maioria das vezes, ela está relacionada às mudanças hormonais que preparam o corpo para a amamentação.
Ainda assim, é importante entender as possíveis causas e saber quando procurar avaliação médica.
“Bolinha” no seio durante gravidez

Na gestação, é comum sentir dor nos seios por causa das alterações que envolvem hormônios como estrogênio, progesterona e prolactina.
Essas mudanças fazem com que os tecidos dos seios cresçam e se desenvolvam, podendo formar pequenas estruturas que parecem “bolinhas”.
De acordo com Larissa Souza Sandon, ginecologista e obstetra do Hospital Vivalle, da Rede D’Or, há soluções práticas para esses casos, onde as causas são benignas.
“Em caso de incômodo, a gestante pode fazer compressas mornas, usar um suporte mamário ou tomar analgésicos, como paracetamol”, orienta.
Como diferenciar situações benignas de algo que exige investigação

A avaliação para diferenciar situações benignas daquelas que precisam de investigação é feita com base nas características clínicas, na história da paciente e, quando necessário, em exames de imagem.
Na dúvida, o mais seguro é sempre consultar o obstetra. A ultrassonografia (USG) costuma ser o exame de escolha, pois é segura na gravidez e não utiliza radiação.
Alguns sinais merecem mais atenção:
- Nódulos com consistência dura, fixos e irregulares;
- Crescimento rápido (mais de 2 cm em poucas semanas);
- Presença em apenas uma mama;
- Saída de secreção sanguinolenta;
- Retração da pele ou aspecto de “casca de laranja”;
- Aumento de gânglios na região da axila.
“Também são considerados casos prioritários aqueles em que o nódulo persiste por duas semanas ou mais, mesmo com medidas simples. Qualquer nódulo novo deve ser avaliado o quanto antes”, alerta Larissa.

