Gravidez e bebês 17 de abril, 2026 Por Bruna Somma

“Bolinha” no seio que dói durante a gravidez: o que pode ser?

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Uma bolinha no seio que dói durante a gravidez costuma estar ligada às mudanças hormonais, mas ainda assim merece atenção

Toda mulher que já passou pela gravidez sabe da série de mudanças que o corpo passa durante o período. E e as mamas estão entre as regiões mais afetadas. Perceber uma bolinha dolorida no seio na gestação, por exemplo, é comum, mas pode causar preocupação imediata.

Antes de tudo, vale lembrar: nem toda bolinha é sinal de algo grave. Na maioria das vezes, ela está relacionada às mudanças hormonais que preparam o corpo para a amamentação.

Ainda assim, é importante entender as possíveis causas e saber quando procurar avaliação médica.

“Bolinha” no seio durante gravidez

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(Créditos: Freepik)

Na gestação, é comum sentir dor nos seios por causa das alterações que envolvem hormônios como estrogênio, progesterona e prolactina.

Essas mudanças fazem com que os tecidos dos seios cresçam e se desenvolvam, podendo formar pequenas estruturas que parecem “bolinhas”.

De acordo com Larissa Souza Sandon, ginecologista e obstetra do Hospital Vivalle, da Rede D’Or, há soluções práticas para esses casos, onde as causas são benignas.

“Em caso de incômodo, a gestante pode fazer compressas mornas, usar um suporte mamário ou tomar analgésicos, como paracetamol”, orienta.

Como diferenciar situações benignas de algo que exige investigação

(Crédito: pvproductions/freepik)

A avaliação para diferenciar situações benignas daquelas que precisam de investigação é feita com base nas características clínicas, na história da paciente e, quando necessário, em exames de imagem.

Na dúvida, o mais seguro é sempre consultar o obstetra. A ultrassonografia (USG) costuma ser o exame de escolha, pois é segura na gravidez e não utiliza radiação.

Alguns sinais merecem mais atenção:

  • Nódulos com consistência dura, fixos e irregulares;
  • Crescimento rápido (mais de 2 cm em poucas semanas);
  • Presença em apenas uma mama;
  • Saída de secreção sanguinolenta;
  • Retração da pele ou aspecto de “casca de laranja”;
  • Aumento de gânglios na região da axila.

“Também são considerados casos prioritários aqueles em que o nódulo persiste por duas semanas ou mais, mesmo com medidas simples. Qualquer nódulo novo deve ser avaliado o quanto antes”, alerta Larissa.

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