O chamado vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de hospitalização em menores de 1 ano
O Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (16) alerta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças menores de 2 anos pelo país. O principal motivo são as infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), mais conhecido por causar bronquiolite nos pequenos.
É importante que mães, pais e responsáveis pelas crianças saibam que já existem vacinas e imunizantes capazes de fornecer proteção contra o VSR e suas complicações, inclusive no SUS.
Esquema vacinal contra o VSR

Sistema público
Atualmente, o Ministério da Saúde trabalha com duas estratégias para proteger as crianças contra a infecção pelo VSR: a vacinação de todas as gestantes e a imunização de recém-nascidos prematuros ou bebês com comorbidades.
A vacina na gestante protege de forma eficaz a criança nos primeiros 6 meses de vida.
No caso de um parto antes de 37 semanas completas de gestação, essa proteção pode ser prejudicada. Sendo assim, o SUS passou a ofertar um imunizante para recém-nascidos prematuros de até 6 meses, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias.
Crianças de até 1 ano, 11 meses e 29 dias com comorbidades específicas (cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas) também podem ser imunizados no sistema público durante o período de maior circulação do VSR.
Sistema privado
O imunizante Nirsevimabe, que no sistema público é oferecido apenas para recém-nascidos em casos específicos, está indicado a partir do nascimento para menores de 8 meses, em especial se a mãe não tiver sido vacinada, principalmente antes ou durante a sazonalidade do vírus.
A decisão de uso do imunizante deve ser feita em conjunto entre a família e pediatra responsável pela saúde do bebê.
O que é o VSR?

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de 1 ano.
Os bebês de até 6 meses apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença
Trata-se de um vírus muito comum, tanto que, até os 2 anos, praticamente todas as crianças já terão sido expostas ao vírus, podendo apresentar novos episódios de infecção ao longo da vida.
A vacina e o imunizante são estratégias importantes para reduzir formas graves da doença.
Este texto contém informações da Sociedade Brasileira de Imunizações e do Ministério da Saúde.

