Filhos 30 de março, 2026 Por Gabriela Brito

Esses cuidados são essenciais para proteger bebês de vírus

Infectologista Rosana Richtmann explica os cuidados básicos para manter bebês protegidos de vírus nos primeiros meses

Nos primeiros meses de vida, o bebê não tem proteção contra uma série de vírus. Ao contrário dos pais, irmãos, familiares, amigos e outras pessoas mais velhas. 

A criança só consegue essa proteção ao receber as vacinas, e é por isso mesmo que a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, não vê como exagero dos pais esperar para receber visitas ou sair de casa para passeios.

Risco para os bebês

O Tá Saudável conversou com Rosana em um evento da Sanofi sobre o novo imunizante da farmacêutica disponível no Sistema Único de Saúde contra o vírus sincicial respiratório, principal causa de infecções respiratórias graves em bebês e crianças pequenas.

“Nós estamos falando hoje do vírus sincicial respiratório, mas tem vacina de meningite, de pneumonia, de coqueluche… Uma série de vacinas que essa criança precisa receber para ela poder ter algo de proteção”, explica a infectologista.

E a gente tem de pensar que tem vários outros vírus respiratórios que simplesmente a gente não tem vacina. Para metapneumovírus, bocavírus… É uma lista enorme de outros vírus.” 

Cuidados que não são exagero

Vacinas antes de visitas

Vacinas antes de visitas é recomendação para pais de bebês novos
(Crédito: Drazen Zigic/ Freepik)

Rosana acredita que é interessante esperar até os três meses e meio para o bebê receber visitas, desde que a criança esteja devidamente vacinada

Seguindo o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, ao nascer, o pequeno já deve receber a vacina BCG, contra formas graves e disseminadas da tuberculose e com efeito protetor contra a hanseníase, além da vacina contra hepatites B e D.

Aos 2 meses, chega a hora da pentavalente para difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae B e hepatite B. Tem também as vacinas contra poliomielite, doenças pneumocócicas invasivas e gastroenterite viral.

Já aos 3 meses, o bebê é vacinado contra meningite, encefalite e meningoencefalite.

“Além das visitas, as pessoas também me perguntam se podem ir ao shopping. Eu não acho um lugar adequado. É muito melhor ir a um parque. Mas, caso você vá a um shopping, tente sempre evitar horários com maior aglomeração de pessoas.”

A especialista também afirma que, no caso de bebês prematuros, é preciso ter cuidados mais rigorosos, já que a criança é mais vulnerável a infecções respiratórias.

Para evitar transmissão por irmãos

Cuidados para evitar transmissão de vírus por irmãos para bebês
(Crédito: freepik/ Freepik)

Adiar as visitas e passeios, porém, é uma missão mais simples do que manter irmãos mais velhos doentes distantes dos bebês.

A primeira coisa é ensinar essas crianças a higienizar as mãos toda vez que elas vêm da escola”, orienta Rosana. “A gente carrega muitos microrganismos nas mãos.”

Agora, se o mais velho apresentar qualquer quadro respiratório, é importante explicar que, nos dias em que estiver doente, não vai poder chegar perto do irmão mais novo.

 “A gente sabe que, se mantermos um metro e meio de distância, o vírus não fica em suspensão no ar. Então, se esse irmãozinho estiver com qualquer quadro respiratório, não é para chegar perto, não é para beijar, porque daí, sim, vai ter a transmissão.”

O mesmo vale para avós, avôs, babás e outras pessoas que têm contato mais frequente com o bebê.

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