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Isabella Scherer: "Eu sempre me via mais como uma gestante do que como uma mãe"

Em entrevista exclusiva, ela revela a montanha-russa que tem sido sua vida após a descoberta da gestação de gêmeos e conta como tem feito para segurar a ansiedade na reta final
Publicado 29 Jul 2022 – 04:53 PM EDT | Atualizado 29 Jul 2022 – 05:16 PM EDT
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Isabella Scherer grávida de Mel e Bento Crédito: Reprodução/Instagram

Do começo do ano até agora, Isabella Scherer viu sua vida se transformar em uma montanha-russa, cheia de adrenalina e sem data para terminar. Pouco tempo depois de ser a grande campeã do "MasterChef Brasil 2021", da Band, a atriz e influenciadora digital ‘apertou os cintos’ ao descobrir uma gravidez e ‘deu vários loopings’ ao saber que eram gêmeos. “Uma montanha-russa de emoções, com umas viradas e sustos, mas que está sendo uma delícia. Eu amei a ideia de ter gêmeos, estou ansiosa para ver a carinha dos meus filhos, a Mel e o Bento. Na hora que soube, fiquei feliz, mas, depois, veio o receio de que um deles poderia não vingar. Mas, deu tudo certo e eles estão crescendo muito”, revelou ela, que namora o modelo Rodrigo Calazans.

O casal diz ter batido o martelo para os nomes, porém, precisou de um certo diálogo para chegar a um acordo. “Francisco era minha primeira escolha, mas o Rodrigo não gostou. Então, fizemos uma lista de nomes e chegamos em quatro opções de nomes curtos, algo que a gente queria muito. Mandamos para um numerólogo e, com as informações que ele nos deu, optamos por Mel e Bento. Porém, eu acho que ainda preciso ver a carinha deles pra ver se bate”, brinca ela, que está com 32 semanas ou oito meses.

Insegurança até encontrar o médico certo

Agora, na reta final, Isabella relembra a ‘saga’ que foi para encontrar um médico em quem confiasse. Ao todo, ela foi em cinco especialistas, até se sentir segura com o acompanhamento gestacional. “A primeira médica foi uma indicação. Ela foi ótima comigo, me acalmou e se mostrou muito atenciosa, porém, depois, notei uma diferença de pensamentos na equipe dela, quanto ao parto. E, sabe como é o sexto sentido de mãe. Achei melhor procurar mais alguns especialistas e minha fisioterapeuta pélvica me deu o número do médico que bateu santo. Ele é especialista em gestação gemelar e explicou todos os detalhes do que poderia acontecer e do que tínhamos que nos preocupar. Me senti muito segura e bato na tecla de que a gente precisa procurar médicos, em qualquer área, que nos deixem calma e acolhida, sabe?”, disse ela.

Repouso quase absoluto e pessário

Por ter ido em muitos médicos, o casal conseguiu acompanhar, quase que semanalmente, as fases iniciais da gravidez, algo que lhes deu mais tranquilidade. No entanto, com 22 semanas, Isabella teve uma surpresa, que precisou da inserção do pessário, um dispositivo médico inserido na vagina, para proporcionar suporte estrutural. Ele é usado normalmente para prevenir a prematuridade em gêmeos em caso de colo uterino curto. “De um mês para o outro, o meu colo do útero diminuiu pela metade e acabei colocando esse dispositivo. A adaptação foi bem tranquila, só aplicação que é mais chatinha. E, aos poucos fui diminuindo as atividades físicas, horas em pé e tudo mais”, conta.

Porém, na 27ª semana, ela recorda de ter começado a sentir contração de treinamento e, com o ‘feeling de mãe’, viu que elas estavam ritmadas. "Passei a anotar o ritmo, inicialmente, de 20 em 20 minutos. Estava sozinha em casa, pois o meu namorado tinha viajado para trabalhar. Quando percebi que as contrações estavam com intervalo de 7 em 7 minutos, o médico me mandou para o hospital e chamei uma amiga pra ir comigo. Fiquei internada uma semana e, então, veio o repouso quase absoluto. Um dia a mais com calma é um dia a menos na UTI para os meus filhos".

Com a pausa drástica, a também atriz afirma que a ansiedade aumentou, especialmente ao pensar no pós-parto. “Eu sempre me via mais como uma gestante do que uma mãe. Quando via a imagem, era a de uma mulher com barriga e tal, não aquela pessoa que cuida, educa e chama atenção”, pontua.

Maternidade real ou romantizada?

A mamãe de primeira viagem afirma que teve sorte de estar rodeada de mães desde que descobriu sua gestação. Em Nova York, nos EUA, quando fez o teste de gravidez, ela estava como uma amiga que ‘mandou a real’, com experiência de já ser mãe de duas crianças. “Eu lembro muito dela me falando sobre o amor ser algo construível e não que aparece assim, do nada, como muitas mulheres colocam e romantizam esse momento do parto e o pós-parto”, revela.

Além dessa amiga, Isabella conta com os conselhos de sua mãe, Vanessa Medeiros, e até de Sheila Mello, ex-mulher de seu pai, o nadador Fernando Scherer. “As dicas que minha mãe dá são muito boas, mas ela sempre faz questão de dizer que o que ela sabe foi aprendido há bastante tempo. A Sheila me falou sobre a questão da educação, que eu posso ler quantos livros for de comportamento infantil, educação e tal. Mas, quando tem sentimento envolvido, muitas vezes, não vou conseguir aplicar a teoria das páginas. É preciso ir com calma, respeitar os momentos dos meus filhos, os meus, do meu namorado, para entender como educar”, ressaltou ela. “É descobrir as dificuldades e, aí, buscar as soluções. A Sheila fala que é a ‘vó-drasta’!”.

Outra dica que recebeu de uma amiga foi sobre a participação do namorado no dia a dia dos filhos. “Ela falou que se ele quiser fazer, é para deixar, mesmo que a fralda esteja ao contrário. Não é para ficar criticando ou falando que está fazendo errado. Ele tem que sentir que faz parte e curtir esse processo comigo, justamente, para que a gente se equilibre e seja empático um com o outro. E, com duas crianças chorando ao mesmo tempo, não tem como não dividir. Inicialmente, vou ficar com a amamentação e ele vai trocar fraldas, cuidar de casa e tal. Porém, a gente só vai saber quando nascer”, revela ela.

O futuro após o MasterChef

A vitória em um dos maiores realities-shows de gastronomia do Brasil foi pouco curtida, pois a gestação veio logo depois. Por isso, Isabella diz que os prêmios em educação que recebeu, um estágio com a chef Helena Rizzo e um curso de técnicas tradicionais da culinária francesa na Le Cordon Bleu Brasil, ficarão para depois.

“Antes de descobrir a gravidez, eu estava muito aérea e insegura, até me cortando com facilidade. Então, meu psicológico não estava preparado para entrar em uma cozinha profissional pela primeira vez. A Helena foi muito maravilhosa e me disse para ir com calma. Só vou fazer planos mais concretos depois de amamentar meus filhos”, disse Isabella, que não vai deixar as redes sociais.

Compartilhar com seus seguidores a rotina da gestação, aliás, tem sido um grande aliado no repouso. “Eu preciso trabalhar para me sentir útil. Há uma semana, mais ou menos, passei a sentir alguns sintomas de depressão e isso me causou muito medo da depressão pós-parto. Comecei a tomar floral, fazer um pouco de meditação e procurei ajuda profissional. Me abrir quanto aos meus sentimentos, sem guardar e ficar remoendo, é algo que me aliviou muito. Por isso, eu quero interagir com as pessoas que me seguem, mandam as receitas que fazem, dão muito carinho e suporte. Mas, claro, tudo na medida certa!”, finaliza ela.

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