Estrias na gravidez

por | jun 30, 2016 | Gravidez e bebês

Você, futura mamãe, toda orgulhosa do seu barrigão, se olha com mais atenção e vê um risquinho avermelhado na pele. Examina com mais atenção. Sua suspeita se confirma, mas nem adianta se desesperar. São elas mesmo: as estrias. Temidas pela maioria das grávidas, elas representam um problema estético frequente que afeta cerca de 90% das gestantes. Se você não cuidar, as cicatrizes ficam para toda a vida. Então, o melhor remédio é a prevenção.

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As estrias são mais frequentes na primeira gravidez e surgem no segundo ou terceiro trimestre. De acordo com o Otávio Macedo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, os locais mais propensos às estrias são os seios (nas laterais e ao redor dos mamilos), na barriga (principalmente na região inferior), no culote, nas coxas (região interna), nas costas (região lombar) e – pasmem! – nas axilas. “São áreas que acumulam mais gordura e aumento de medidas com mais facilidade”, diz.

Para as mamães mais novas, um alerta. “Quanto mais jovem a gestante, maior a chance de desenvolver estrias. Adolescentes têm alto risco de desenvolver estrias exuberantes e pele flácida pós-gestação”, explica do Abdo Salomão Jr., dermatologista da rede de clínicas de estética Onodera.

Se você quer tentar fugir desse bicho-papão, o ideal é planejar um cuidado com a pele antes, durante e depois da gestação. Uma das causas do incômodo é o aumento do peso. As fibras de elastina e colágeno (responsáveis pela firmeza), que ficam na derme, podem não acompanhar o aumento do volume corporal, rompendo-se. Portanto, fique atenta aos quilos a mais durante a gravidez.

As estrias são lesões lineares e longas e podem atingir alguns centímetros de comprimento. São simétricas e paralelas, além de surgirem várias ao mesmo tempo

Outro fator que colabora para o aparecimento das estrias é a alteração hormonal pela qual toda grávida passa. “Há uma superprodução de estrógeno, hormônio que, em grande quantidade, interfere negativamente na fabricação de colágeno e elastina”, explica Macedo. Mas não é só isso. A genética – sempre ela! – faz questão de dar a sua colaboração. Ou seja, se sua mãe ou avó sofreram com o aparecimento das estrias, prepare-se… “Existe uma tendência hereditária”, confirma o especialista.

O que são e como são?

Estrias são uma resposta ao estiramento cutâneo. O tecido que reveste o corpo é composto pela epiderme e pela derme. É na derme, a camada mais profunda delas, que se localizam as fibras de elastina e colágeno, responsáveis por toda a firmeza da pele. Quando essas fibras se rompem, formam uma espécie de cicatriz.

Valéria Petri, professora titular do departamento de Dermatologia e Coordenadora do Grupo Multidisciplinar de Pesquisa em Patologia da Pele Feminina do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que as estrias são lesões lineares e longas e podem atingir alguns centímetros de comprimento. São simétricas e paralelas, além de surgirem várias ao mesmo tempo.

No primeiro estágio, têm aparência róseo-avermelhada por causa do sangramento interno. Um tratamento indicado por um especialista pode dar fim a elas. “Essas estrias podem desaparecer completamente com tratamentos à base de ácido retinóico, carboxiterapia, agulhamentos, intradermo e subcisão. Mas a grande sensação, de fato, são os lasers“, opina Abdo.

Se você não der atenção e deixar que as estrias evoluam, o próximo passo é assumirem uma outra coloração. Elas se alargam, se alongam e ganham um tom mais puxado para o violeta. Segundo Otávio Macedo, se chegam a esse ponto é mais difícil evitar sua expansão, mas ainda é possível tratá-las.

Já quando se tornam brancas, estão cicatrizadas e a produção de melanina não ocorre mais no local. A má notícia é que nem o bronzeado vai esconder essas marquinhas pálidas. Essas estrias normalmente já estão ali há mais de dois anos, não têm cura, mas podem ser amenizadas com um bom tratamento.

Assista também ao vídeo sobre como prevenir marcas da gravidez: